Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 24/03/2021

A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Portanto, ao observar o aumento gradual nos casos da Síndrome de Burnout no Brasil, é fato dizer que tal prerrogativa não tem sido cumprida. Ademais, é certo que esse distúrbio, também conhecido como “A Síndrome do esgotamento profissional”, é cada vez mais comum nos lares brasileiros, distúrbio esse, originado pelo excesso de estresse e tensão emocional, ligada ao trabalho e causa diversas problemáticas ao indivíduo, desde insônia à depressão.

Em uma primeira análise, é fundamental ressaltar à ausênsia de medidas governamentais para combater problemas como a Síndrome de Burnout. Nesse sentido, a escassez de leis trabalhistas que protejam o funcionário de adquirir esse e outros distúrbios psicológicos, dificultam a resolução da problemática. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como à saúde e o trabalho, o que infelizmente é evidente no país.

Além disso, é fundamental apontar a mentalidade competitiva do mercado de trabalho, como impulsionador da Síndrome de Burnout, pois têm-se que o funcionário que não trabalha até a exaustão, não será promovido e ficará para trás no mercado de trabalho. Segundo a pesquisa realizada pela International Stress Management Association (Isma), 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem da Síndrome de Burnout. Diante de tal exposto fica claro a inabilidade do Ministério do trabalho em estabelecer boas condições de trabalhistas à população. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério do Trabalho, orgão regulador de questões tabalhistas, por intermédio de leis federais, forneça os trabalhadores de profissões mais desgastantes, aúxilio psicológico a fim de reduzir a incidência de distúrbios psiquiatricos como a Síndrome de Burnot. Assim, se consolidará uma sociedade mais Saúdavel mentalmente, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke. *Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.