Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 08/03/2021
A Síndrome de Burnout é uma doença de caráter psíquico na qual ocorre o esgotamento físico e mental de um indivíduo devido a exaustão relacionada ao trabalho. Posto isso, as sociedades atuais caracterizam-se pela supervalorização do labor, em que se espera que quanto maior o grau de instrução e tempo dedicado ao trabalho, melhor será a remuneração. Assim, decorrente da abdicação do lazer em prol do trabalho, há o esgotamento físico e mental dos indivíduos que, por sua vez, interferem nas diferentes porções de sua vida. Dessa forma, é imprescindível o debate acerca do tema. A priori, a base do capitalismo é cercada por diversos mitos que induzem a supervalorização do trabalho em busca do enriquecimento financeiro. Tendo isso em vista, esse sistema econômico pressupoẽ que todas as pessoas possuem as mesmas oportunidades de atingir os seus objetivos, entretanto, isso não ocorre devido à desigualdade social. Nesse sentido, parte da população de baixa e média renda a fim de melhorar o seu status social acabam priorizando o trabalho e, por vezes, o estudo, a fim de obter um melhor salário para que seja possível atingir os seus objetivos. Com isso, ocorre a supervalorização do trbalho e a diminuição do autocuidado e do tempo disponível para o lazer.
Ademais, como consequência do sobrecarregamento no trabalho ocorre a Síndrome de Burnout que, segundo as autoridades de saúde, pode ser prevenida. De acordo com a Carta de Ottawa, documento que disserta sobre a Promoção da Saúde, tanto o trabalho quanto o lazer devem fazer parte da vida do indivíduo e a criação de um ambiente de trabalho favorável à saúde torna-se imprescindível contra o esgotamento físico e mental. Logo, observa-se que a atual forma de organização dos meios sociais é desfavorável à promoção da saúde do indivíduo, tendo em vista o desequilíbrio entre lazer e labor. Diante do exposto, conclui-se que a Síndrome de Burnout está intrinsecamente relacionada ao modo de organização das economias atuais, haja vista que devido a desigualdade social a priorização do trabalho em busca da melhora da situação econômica é iminente. Por fim, salienta-se a necessidade de criação de ambientes de trabalho favoráveis à saúde, a fim de prevenir a Síndrome de Burnout e incentivar o autocuidado para que o esgotamento físico e mental não ocorram.