Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 07/03/2021
“Neo” Exploração trabalhista
Em meados do século XVIII, surgiu na inglaterra a revolução industrial, que mudou totalmente a estrutura dos meios de produção mundiais. Esse período contribuiu positivamente em vários aspectos de nossa sociedade, porém, ele também foi marcado pela alta exploração de mão de obra associada as altas cargas horarias nas quais os trabalhadores eram submetidos. Infelizmente, podemos, ainda nos dias atuais, notar alguns traços, mesmo que não explícitos, desse tipo de exploração trabalhista que leva ao esgotamento mental e físico dos trabalhadores.
Atualmente, esse esgotamento mental e físico do trabalhador associado a essa “neo exploração trabalhista”, recebe o nome de síndrome de Burnout. Pesquisas revelam que cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros se encaixam no quadro da síndrome de Burnout. É fato de que essa síndrome está diretamente relacionada com o excesso de cobrança e serviço que os patrões exercem sobre os trabalhadores, o que os prejudica estabelecer suas prioridades - tanto pessoais (como descanso, alimentação, etc) quanto profissionais (estabelecer qual tarefa é mais imprescindível)- o que leva ao seu desgaste mental e físico que está diretamente relacionado com a baixa na produtividade desse trabalhador.
Em tempos do pandemia, ficou comum que alguns setores das empresas trabalhassem de forma remota, o famoso home office. Esse modo de trabalho pode ser positivo em alguns pontos, mas, indiretamente ele colabora para a amplificação e proliferação dos quadros de síndrome de Burnout. Como tudo dessa forma de trabalho é feita à distância, as cobranças também são, o que, segundo estudiosos, amplifica a pressão sobre o trabalhador. Atrelado ao home office também podemos salientar que os chefes se sentem à vontade de cobrar seus funcionários atraves de mensagens ou e-mails, que na maioria das vezes são recebidos fora do horário de trabalho da pessoa cobrada, fato que nos retoma ao excesso de cargas horárias percebidos na época de revolução industrial.
Portanto, vê-se necessario estabelecer alguns meios para a solução dos problemas atrelados a síndrome de Burnout, uma vez que ela pode levar quem a possui a quadros sérios de depressão que podem levar ao suicídio e o desânimo em viver a vida. Então é necessário fazer com que os chefes possuam mais empatia e senso com os seus funcionários, e para isso os donos das empresas devem promover cursos, palestras ou seminários que explicitem as consequencias que a síndrome de Burnout pode trazer,tanto ao trabalhador quanto à empresa, para que assim se possa diminuir os quadros dessa síndrome, o desgaste dos trabalhadores e levando-os então a ter um aumento na produtividade.