Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 30/03/2021

O filme “tempos modernos” interpretado e dirigido por Charlie Chaplin critica o modelo explorador trabalhista da época e suas consequências para a classe operária. Entretanto, essa realidade retratada não está distante do modelo de sociedade do século XXI, no qual sobrecarrega seus profissionais e possibilita que síndromes silenciosas e perigosas afetem a saúde e bem-estar da população, como a Síndrome de Burnout.

A priori, apesar da globalização tecnológica da sociedade atual acessibilizar a conquista do diploma, a saturação no mercado de trabalho contribuiu para condições trabalhistas precárias que acometem doenças na classe trabalhadora. Nesse diapasão, esse cenário empregatício exigente de profissionais cada vez mais multiqualificados, nos quais dispõem de grande parte do seu tempo para o trabalho, condição facilitada pela tecnologia que possibilita essas pessoas de levarem seus trabalhos para casa, além da baixa remuneração e ambiente de trabalho estressante, são fatores contribuintes para a Síndrome de Burnout.

Desse modo, essa inserção do trabalho na vida social do trabalhador, juntamente com a redução, ou até mesmo extinção de momentos de lazer, inviabiliza a qualidade de vida desses funcionários. Assim, esse ambiente insalubre, juntamente com o desamparo das empresas ante seus funcionários, são contribuintes dos elevados índices de depressão, ansiedade, estresse, baixa produtividade, esgotamento físico e emocional nessas pessoas, segundo o médico e cientista Antônio Drauzio Varella.

Portanto, é imprescindível um olhar atento das autoridades responsáveis, a fim de garantir melhores condições no trabalho e na vida dessa comunidade em tempos tão modernos.