Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 25/03/2021

Em 1974, o médico Herbert Freudenberg ao perceber que os profissionais que trabalhavam em sua clínica viviam com um esgotamento físico e mental cotidianamente, desenvolveu o conceito de Síndrome de Bornout. Dessa forma, com base na experiência que ele teve, a síndrome foi definida como um estado de cansaço cuja causa está relacionada ao envolvimento interpessoal direto e intenso no mercado de trabalho. Nesse sentido, é importante destacar atitudes negativas causadas pelo distúrbio, como a diminuição do comprometimento e consequentemente a qualidade dos serviços, e o desenvolvimento da depressão e ansiedade.

Em primeira análise, a Síndrome de Bornout é caracterizada pela tensão emocional e estresse crônico que leva ao esgotamento mental. Desse modo, pode - se afirmar que a ocorrência desses sintomas é decorrente da forte pressão e sobrecarga no trabalho que muitos cidadãos sofrem na vida trabalhista. Sendo assim, é possível estabelecer uma relação com os profissionais da saúde, da educação e segurança pública que enfrentam eventos estressantes em suas profissões, como as longas jornadas de trabalho, excesso de responsabilidades e a falta de reconhecimento profissional por exemplo. Logo, o sentimento de impotência reflete na produtividade e desempenho por parte dos trabalhadores em seus empregos.

Além disso, de acordo com a Organização Mundial de Saúde o transtorno afeta cerca de 33 milhões de trabalhadores brasileiros, e os sintomas da doença podem se manifestar na forma de tristeza, desânimo, exaustão e dificuldade de concentração. Por conseguinte, pessoas que sofrem com o distúrbio psíquico, podem entrar em estado de depressão profunda e, por isso, é essencial o apoio de um profissional no surgimento dos primeiros sintomas. Entretanto muitos cidadãos atualmente não possuem conhecimento sobre os problemas mentais e optam por uma forma mais trágica de passar por isso, através do suicídio.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Assim, é fundamental que o Ministério da Saúde disponibilize mensalmente, atendimento gratuito a psicólogos em hospitais e faculdades a fim de reverter a Síndrome de Bornout nos profissionais e pacientes. Ademais, é interessante que o Ministério da Educação promova debates que aborde o tema ‘‘saúde mental’’, pois, muitos indivíduos ainda não têm conhecimento do quão grave são os transtornos psicológicos e não possuem informações adequadas sobre o assunto. Dessa maneira, será possível minimizar os casos de pessoas que passam pela síndrome.