Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 16/03/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais relevante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa o esgotamento físico e mental associados à vida profissional da população brasileira. Essa problemática decorre tanto da falta de autocuidado com a saúde mental, quanto do uso errôneo da tecnologia, agravando a cobrança pessoal e as falhas na comunicação.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de cuidado pessoal para com a saúde, destacando a autocobrança e os honorários exacerbados como promotores do problema. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse excesso de trabalho causa uma síndrome denominada Burnout, a qual exige cuidados e descanso para ser sanada. Nesse sentido, diante do cenário de competitividade que o mercado de trabalho se encontra, a saúde mental dos brasileiro, lamentavelmente, precisa de atenção.
Ademais, é fundamental apontar o uso da tecnologia como fator agravante do problema, visto que, a praticidade do acesso à rede corrobora para gerar maiores cobranças com o tempo de execução do serviço. Além disso, a sobrecarga de trabalho também se acentua, já que é comum manter-se conectado e disponível a maior parte do tempo. De acordo com especialistas da Nêmesis, empresa corporativa na área de neurociência, a pressão por resultados pode piorar ou desencadear um quadro de Burnout.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde estimule o autocuidado da saúde mental, por meio de palestras e cartilhas que envolvam tanto os gestores como profissionais da saúde, a fim de reforçar a importância de metas tangíveis e competitividade saudável. Dessa forma, é possível tornar o ambiente de trabalho um lugar agradável e produtivo.