Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 18/03/2021

Com a revolução industrial consolidando o capitalismo na idade moderna, o trabalho se torna desumanizado, reduzindo os trabalhadores apenas ao seu rendimento. Na sociedade atual, os ideais do século XVIII ainda estão muito presentes, tendendo a crescer conforme o capitalismo se torna mais estruturado. Em relação a insensibilização do trabalhador, é possível observar uma série de impasses sociais, como por exemplo, os transtornos psicológicos  e o abuso de estimulantes para a melhora do desempenho.

Em primeiro plano, faz se necessário pontuar o uso de drogas que aperfeiçoam a produtividade humana nas tarefas do cotidiano como um problema de saúde pública. O documentário “Take Your Pills” produzido pela Netflix, mostra como o uso de anfetaminas, estimulantes usados no tratamento do transtorno de déficit de atenção, vêm crescendo no mundo corporativo e acadêmico. Substâncias essas que dão uma sensação de bem estar momentâneo, mas trazem riscos a longo prazo, tais como doenças cardiovasculares, crises psicóticas e o vício.

Em segundo plano, é importante ressaltar a relação do aumento dos transtornos psicológicos com a pressão exercida pelo corpo social nos trabalhadores  para atingir a “eficiência perfeita”. No Japão, país que tem altas taxas de suicídio na classe operária, foi criado o termo “Karoshi” para se referir as mortes causadas por exaustão no ambiente de trabalho, mostrando a habitualidade com o tema. O Brasil não fica pra trás quando comparado ao país asiático, foi declarado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial que 52% dos trabalhadores brasileiros sofrem com ansiedade,  reflexo direto do ambiente corporativo competitivo.

Em vista disso, é preciso que ocorra um investimento por parte do Estado para o tratamento psicológico gratuito nas empresas visando amenizar os impactos da ansiedade nos trabalhadores brasileiros. É relevante também a realização de palestras, tendo como público alvo tanto as empresas, quanto os trabalhadores, sobre os perigos das drogas estimulantes. Com a iniciativa correta, é possível minimizar os impactos sociais do “Burnout”.