Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 27/03/2021
No filme clássico de Charlie Chaplin “Tempos Modernos” é abordado a rotina exaustiva de um operário na linha de montagem, sendo uma organização de trabalho repetitiva nas indústrias da época, levando a lesões e estresse em um ambiente de trabalho precário. Em alusão ao filme de Charlie Chaplin, podemos ressaltar o mesmo acontecimento atualmente, na qual trabalhadores são expostos aos seus limites, com rotinas exaustivas de trabalho, em consequência são levados ao esgotamento físico e psicológico, denominada pela síndrome de Bornout.
Primordialmente, é notória uma cultura organizacional abusiva, na qual os colaboradores trabalham em excesso, não concernindo com sua remuneração. Outrossim, no Brasil há resquícios de uma cultura histórica escravocrata, baseada nos senhores de engenho que proporcionavam aos escravos, pequenas recompensas pela sua “obrigação” em servi-lo, resultando a comportamentos de trabalhos exaustivos na sociedade brasileira atual. Tornando-se, um sistema escravocrata mental na cultura organizacional de diversas indústrias que levam seus funcionários ao esgotamento.
Ademais, quando os trabalhadores são expostos aos seus limites, sucumbem ao desenvolvimento de doenças psicológicas, levando a depressão e ansiedade, afetando a vida profissional tanto quando a pessoal, sendo 30% dos trabalhadores brasileiros afetados pela síndrome de Bornout. Em concordância ao Jayme Landmann, médico e professor brasileiro, em sua alocução: “O estado preocupa-se com a saúde do indivíduo em função de sua utilização como instrumento de trabalho e não em função de seus anseios” é admissível a analogia que somente quando a saúde física ou mental do indivíduo estiver afetando o seu desenvolvimento no trabalho prestado, sobrepondo os seus limites, se é tomado alguma providência.
Portanto, é necessário que as indústrias tomem providências para superar o quadro atual da síndrome de Bornout. Para que os trabalhadores tenham determinado reconhecimento pelo serviço prestado, a fim de reverter a situação atual, urge que as organizações públicas e privadas, tomem conhecimento de uma gestão de pessoas que possibilita crescimento e desenvolvimento pessoal de seus colaboradores, por meio de uma cultura organizacional humanizada pelos administradores e responsáveis. Visando assim, meios para reter seus funcionários e possibilitando o crescimento das indústrias, com indivíduos saudáveis, para benefícios de todos. Com base no estudo realizado pela Universidade da Califórnia, evidência que os funcionários felizes são, em média, 31% mais produtivos. Contudo, essas medidas são necessárias para tornar o ambiente de trabalho mais benéfico para o colaborador, a fim de não repetir a rotina dos operários, exaustivas, apresentado por Charles Chaplin.