Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 23/06/2021

A Síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico que afeta o indivíduo físico e mentalmente. Essa doença acomete principalmente profissionais com carga horária extenuante e sob pressão constante. Isso resulta em depressão, nervosismo, desmotivação para tarefas diárias, apatia e fadiga. Nessa perspectiva, é importante ressaltar que essa síndrome acomete trinta e dois por cento dos brasileiros no mercado de trabalho, segunda o OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2019. Logo, é perceptível a Síndrome de Burnout como esgotamento físico e mental ligado à vida profissional, que tende a aumentar em tempos epidemia, gerando consequências a nível individual e coletivo.

De fato, a pandemia da Covid-19 aumentou as síndromes psíquicas nos profissionais de saúde em vista do grande número de infecção e o número de mortes acometida por essa doença respiratória. À prova disso, o Programa Jornalista Fantástico reportou que 83% dos profissionais de saúde no Brasil estão com a Síndrome de Burnout em decorrência do enfrentamento do coronavírus na atualidade. Esse número inédito chama a atenção, em vista que o panorama de epidemia aumenta o estresse físico e mental dos trabalhadores, que demanda maior esforço para amenizar as consequências desse vírus e diminuir os números de mortes nas unidades de terapia intensiva. Assim, é notório as catástrofes de causas biológicas nos conjuntos de manifestações da patologia denominada Síndrome de Burnout.

Ligado a isso, cabe evidenciar que a Síndrome de Burnout tem efeitos negativos para o indivíduo e para coletividade. Pois, segundo a Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, em 2016, o profissional além de tem agravos severos em termos físicos e psíquicos, a instituição de trabalho, também, tem menor produtividade e eficiência da resolutividade dos serviços, aumento dos custos aos tratamentos aos trabalhadores e baixo número de atendimentos aos pacientes. Nesse sentido, a Síndrome de Burnout dificulta o enfrentamento da situação da Covid-19 à medida que o momento necessita de maior demanda de profissionais para amenização dos impactos causados pelo vírus Sars-CoV-2.

Portanto, a Síndrome de Burnout precisa ser evitada e os doentes precisam ser tratados para que os profissionais tenham saúde e continuem a trabalhar em benefício da sociedade. Desse modo, deve o Ministério da Saúde separar os profissionais de saúde que estão acometidos pela síndrome e tratá-los adequadamente. Essa medida tem como foco todos os municípios, em que os Secretários de Saúde, por meio de profissionais especialistas, identificaram os trabalhadores, em todos os níveis de serviços, acometidos pela doença e definiram metas a serem compridas, como diminuição da carga horária e cuidado a nível individual, como cuidado psicológico e psiquiatra. Dessa forma, será possível amenizar os impactos da Síndrome de Burnout ao gerar bem-estar físico e mental aos profissionais ativos.