Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 09/04/2021

No filme “Os estagiários” os protagonistas buscam uma vaga de estágio na Google, pois, se encontram frustados com seus empregos atuais, e se fascinam com a chance de trabalharem em uma empresa que estimula a criatividade e busca dar conforto aos seus funcionários. Fora da ficção, a realidade não é diferente, visto que, muitos brasileiros se encontram com seu físico e mental esgotados pelos seus empregos. Isso ocorre tanto pela a pressão excessiva no ambiente profisional quanto pela falta de assistência e estímulo no trabalho.

Sob esse viés, o esgotamento profisional é muito bem retratado no livro " O diabo veste prada". Onde a personagem principal tem uma chefe que constantemente a pressiona no durante o serviço, e fora dele com ligações e mensagens, fazendo com que ela viva apenas em função do trabalho, esquecendo de cuidar de se cuidar e fazer o que ama. Desse modo, esse tipo de comportamento está se tornando  cada vez mais comum  entre trabalhadores brasileiros, desgastando seu físico e psicológico, reduzindo sua produtividade.

Consequentemente, a falta de assistência com cuidados básicos como, fomentação de um plano de saúde, um ambiente adequado para se trabalhar, comer e a ausência de estímulos como bonificações por produtividade, pode agravar ainda mais a síndrome do esgotamento profissional do empregado. Diante disso, percebe-se que a falta de empatia das empresas com seus funcionários pode agravar suas condições psicofísicas. Para Jacques Rousseau “O homem nasce livre, mas, por toda parte se encontra acorretado” onde essa frase pode expressar a ideia de que nossa rotina também pode nos prender e fazer mal se não buscarmos o equilíbrio.

Sendo assim, cabe ao governo através do Ministério da Cidadania promover em conjunto com grandes empresários, a realização de palestras e cursos de gestão de recursos humanos, afim de melhorar o ambiente de trabalho em todas as camadas das firmas, para elevar a produção e qualidade de vida dos funcionários, para que as empresas como a Google não sejam exceção e sim normalidade