Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 14/04/2021
De acordo com o médico alemão Herbert Freudenberg, a síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema relacionada ao trabalho. Tal conjuntura se dá por diversos fatores, dentre os quais destacam-se o uso exagerado da tecnologia e a sobrecarga de trabalho. Dessa maneira, é importante resolver as instâncias que envolvem a problemática.
Apesar da tecnologia ser muito importante no mundo contemporâneo, o uso excessivo de alguns aparelhos, por exemplo, o celular pode diluir a fronteira entre vida pessoal e profissional levando as pessoas à estarem conectadas o tempo todo. Neste contexto, o filme brasileiro “De pernas pro ar 2” narra a história de Alice, uma empresária bem sucedida que nunca consegue se desconectar do trabalho, a ponto de ser internada em uma clínica de repouso após uma crise de estresse. A partir da referida analogia, verifica-se como a conexão em demasia com o trabalho pode acarretar em problemas à saúde. A desconstrução da normalidade da cultura do “conectado 24 horas” se faz, portanto, necessária.
Ademais, como bem ilustrou o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, “o maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem”. De fato, a sobrecarga de trabalho pode levar a muitos problemas de saúde, entre eles à síndrome de Burnout. De acordo com a pesquisa feita pelo Internacional Stress Monagement Association - ISMA, 33 milhões de pessoas sofrem com a síndrome de Burnout no Brasil, ou seja, 30% dos trabalhadores brasileiros. Dessa maneira, evidencia-se com a alta prevalência da síndrome de Burnout mostrada no estudo da ISMA, a importância do gerenciamento da sobrecarga de trabalho no ambiente corporativo.
Torna-se imprescindível, portanto, a tomada de atitudes que mitiguem os efeitos da síndrome de Burnout na vida dos trabalhadores brasileiros. Para isso, é papel das empresas ensinar a seus colaboradores técnicas de “midfulness, que também é conhecida como “atenção plena”, mediante palestras com psicólogos especializados a área, com intuito de ajudar o colaborador a estabelecer limites de tempo de uso das tecnologias, equilibrando assim, vida pessoal e profissional. Assim como, cabe a equipe de recursos humanos das empresas mensurar a carga de trabalho, por intermédio de medidas subjetivas que permitem aferir a percepção do trabalhador, com o propósito de reorganização organizacional que permita planejar ações preventivas que evitem o esgotamento laboral. Dessa forma, espera-se que o trabalho não leve a exaustão extrema, evitando assim, a síndrome de Burnout.