Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 12/04/2021
No filme Tempos Modernos, a trama mostra a rotina exaustiva de um operário em uma linha de montagem. Por ter uma carga horária intesa, seu psicológio é afetado - o operário chega a confundir botões de roupa com parafusos. Apesar de ser uma ficção, a obra traz uma algoz perspectiva sobre o impacto do excesso de trabalho na saúde mental. O esgotamento psíquico é bastante recorrente no Brasil, visto que quase um terço dos trabalhadores, segundo a Internacional Stress Management Association (ISMA), sofrem com a Síndrome de Burnout.
Em primeiro plano, é importante destacar uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que revela efeitos gerado da Síndrome de Burnout relacionado com sentimentos prejudiciais. Esse cenário confuso, gera prejuízos para a saúde e geralmente é intensificado na era digital, visto que essa aumenta a pressão no cotidiano desses trabalhadores. Nessa perspectiva, nota-se que o esgotamento causado no serviço, tende a diminuir o convívio familiar, momentos de lazer e diversão.
Além disso, é necessário investigar o porquê do excesso de trabalho nas empresas. Um dos fatores que explica isso é a conduta abusiva das empresas, com o estabelecimento de metas inatingíveis e pressões para que os funcionários as alcance. Segundo uma pesquisa realizada pela Qualintin, 21% dos gestores entrevistados acreditam que as metas que estabelecem não são alcançaveis. No entanto essa estratégia tem um resultado paradoxal, devido a pressão os funcionários tem momentos de desorganização, desatenção e desânimo no trabalho, o que diminui o seu rendimento e gera prejuízos para a empresa. Segundo o cálculo do ISMA de 2010, a falta de produtividade causada pela exaustão no trabalho gerou prejuízo de 3,5% no PIB brasileiro.
Fica evidente que o excesso de trabalho afeta diretamente na saúde mental e na produtividade do profissional. Portanto, a fim de reverter esse cenário, cabe ao Ministério da Economia, ligado a secretaria do trabalho, em ajuda com o departamento de Recursos Humanos, fiscalizar as empresas, através de denúncias anônimas feitas na intranet da organização e visitas mensais de fiscais enviados pelo ministério, com a finalidade de evitar cargas horárias abusivas e abusos verbais por parte dos gestores. Ademais, cabe as empresas implementar um projeto de ação a saúde, onde semanalmente haverá na planta psicólogos, massagistas, instrutores físicos e palestras sobre os riscos do sobretrabalho. Desse modo, a vida do personagem de Chaplin será apenas um alívio cômico e não o retrato dos profissionais atualmente.