Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 12/04/2021

Se perguntássemos a um grupo de pessoas o seu sonho, muitos provavelmente respondiam “me realizar profissionalmente”, visto como o alvo de vida, o trabalho é essencial, mas conseguir reconhecimento é díficil, podendo ser fatigante e interferindo na saúde física e mental do indivíduo. A Síndrome de Burnout se refere a isto, quando o profissional se vê em uma situação de cansaço em sua ocupação.

Mente e corpo estão fortemente ligados, quando um afetado reflete no outro, e para viver de forma calma e serena é necessário que ambos estejam em equilíbrio. De acordo com a International Stress Management Association (ISMA), cerca de 30% dos operários brasileiros padecem com esse tormento, nos mostrando o quão decorrente é essa condição. Lidando com competições seguidas de comparações no ambiente de trabalho, a cobrança de ter que ser o melhor gera problemas, podendo chegar a níveis mais sérios como ansiedade e depressão.

Não só suportanto demandas excessivas em seu cargo e lidando com a autocobrança, o cidadão em questão ainda é influenciado em sua volta por frases como “trabalhe enquanto eles descansam”, que sita o ofício imoderado como algo comum e recompensador. Interferindo nos pilares de sua vivência afetando sua qualidade e relações sociais, sua produtividade é afetada, ou seja, faz que seu serviço não possua resultados satisfatórios, piorando seu estado mental, o que gera um círculo contínuo, fazendo com que o trabalhador se esforce cada vez mais.

Em suma, é necessário um tempo de descanso para que o contratado tenha uma vida plena, e para isso é importante que as empresas tenham empatia para com os funcionários, não os sobregarregando e se preocupando com a experiência de cada. Além disso, o Ministério de Trabalho deve impor à companhia um acompanhamento psicológico aos serventes, para que possuam um tratamento necessário. Assim, se espera uma melhora nesse aspecto e diminuição dos casos de Burnout.