Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 16/04/2021
No tramitar de 1974, o psicanalista Herbert Freudenberg desenvolveu o conceito de “Burnout”, que ficou conhecido como Síndrome do Esgostamento Profissional, tendo como principal característica o estresse crônico. Tal fato vai de encontro a ideia desenvolvida pelo psicanalista, uma vez que na sociedade hodierna a problemática do esgostamento físico e mental é banalizada. Ao analisar as razões para a ocorrência de tamanha adversidade vê-se o excesso de tarefas designadas aos trabalhadores e a negligência estatal. Desse modo, é necessário evidenciar as causas de propor as soluções adequadas à atual conjuntura.
É imprescindível pontuar, inicialmente, a sobrecarga de tarefas designadas aos trabalhadores como impulsionadora dessa problemática. Sob esse prisma, é oportuno destacar que um dos motivos de esse excesso ter se tornado recorrente é a Terceira Revolução Industrial, marcada pela robótica e informática, o que possibilitou um acúmulo de tarefas, a fim de conquistar um mercado consumidor pela rapidez em obtenção de produtos e altos lucros. Nesse entanto, esse processo é prejucial aos indivíduos, tendo em vista a exigência de muitos empregadores pela perfeição e prazos de entrega pode acarretar o estresse nos empregados e consequentemente a Sídrome de Bournout. Nesse contexto, tal é comprovado pelos dados da pesquisa realizada pela OMS que mostra que 83% dos brasileiros possuem a sídrome do esgotamento físico relacionado ao trabalho. Logo, evidencia-se que medidas devem ser tomadas a fim de mitigar tal patologia social.
Sob um segundo olhar, é importante ressaltar, a exígua participação do Estado favorece esse quadro. Sob esse viés, de acordo com o filósofo inglês Thomas Hobbes, “É dever do Estado manter o bem-estar de toda nação”. No entanto, o pensamento descrito por Hobbes vai de encontro com o contexto da sociedade brasileira, tendo em vista que a indiferença governamental em estabelecer políticas públicas que defendam os direitos dos trabalhadores, como a sua saúde mental e a integridade física. Dessa forma, para solucionar esse revés, é mister a valorização da saúde mental dos indivíduos.
Depreendem-se, portanto, medidas exequíveis para conter o avanço de tal problemática na sociedade brasileira. Para tanto, ente governamental em parceria com o Ministério do Trabalho-incumbido de preservar os direitos dos trabalhadores deve estabelecer a exigência na área do comécio local o oferecimento aos funcionários de um momento de lazer e descontração no ambiente de trabalho, estabelecer metas que sejam possíveis de cumprir os prazos, bem como a oferta nos planos de saúde do acompanhamento psicológico e psquiátrico, com o fito de dar suporte e ajudar a ter um equílibrio mental e físico no ambiente de trabalho. Assim, é possível reverter o descrito por Herbert Freudenberg.