Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 24/04/2021
No filme ‘‘Clube da Luta’’, o personagem principal, cujo nome não é revelado, enfrenta uma série de transtornos como depressão e insônia que, em partes, são causados pela rotina repetitiva que envolve, entre outros fatores, o trabalho cansativo pelo qual ele vive em função. A obra revela um problema que não se limita à ficção: a Síndrome de Burnout, causada pelo trabalho excessivo e que exige muito do indivíduo, que pode trazer consequências para sua vida pessoal e saúde mental.
Com o surgimento da Revolução Industrial no século XIX, o trabalho passou a ser realizado de maneira repetitiva e exaustiva devido à grande demanda e produção em larga escala. Fato somado com as precárias condições de trabalho, causou aos trabalhadores diversas consequências físicas e mentais, como é retratado em ‘‘Tempos Modernos’’, de Charlie Chaplin, que retrata um operário exausto com o modo de trabalho que exercia.
Entretanto, mesmo com a melhora nas condições através, por exemplo, da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), algumas profissões exigem esforço físico e mental do profissional em níveis prejudiciais. No Brasil, de acordo com a pesquisa feita pela International Stress Management Association, cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com exaustão causada pelo trabalho. A condição tende a ser mais frequente em profissionais da área da saúde, segurança e educação, e trabalhos considerados estressantes ao indivíduo, que tende a passar a maior parte do tempo focado no serviço e, por consequência, fica sobrecarregado.
Por fim, entende-se a necessidade da adoção de medidas que evitem que a Síndrome de Burnout atinja mais trabalhadores. O Ministério Público do Trabalho deve fornecer assistência aos trabalhadores que sejam diagnosticados com a condição, oferecendo o tratamento adequado com profissionais da saúde, a fim de que o indíviduo se recupere do estresse causado, e se torne apto novamente para trabalhar. Além disso, o Ministério da Saúde deve divulgar mais informações sobre a síndrome através das mídias sociais, e incentivar que o trabalhador procure assistência com psicólogos e psiquiatras caso se identifique com a condição, fazendo com que mais trabalhadores reconheçam a importância de preservar a saúde mental.