Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 28/04/2021
A Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional, é um distúrbio psíquico descrito, em 1974, pelo médico americano Freudenberger. A partir dessa definição, a identificação de casos explodiu, pois à medida que a competição no mercado de trabalho intensificou-se, um número cada vez maior de empregados buscou aumentar sua produtividade e tal comportamento culminou no adoecimento de muitos por meio do fenômeno mencionado. Por isso, faz-se mister analisar as causas e consequências responsáveis por tornar o Burnout a síndrome do mundo contemporâneo.
Em primeiro plano, o aumento da competição no mercado de trabalho figura a principal causa do problema apresentado. Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de desempregados no Brasil alcançou a marca de 14 milhões em 2020. Assim, o temor de integrar o contingente citado acarreta uma necessidade cada vez maior no cidadão em atingir excelência na função desempenhada, ainda que o preço a pagar seja a própria saúde.
Além disso, a principal consequência relacionada à causa citada resume-se ao esgotamento físico e mental do trabalhador, cuja dedicação integral ao emprego o priva de investir na própria qualidade de vida. De acordo com a OMS ( Organização Mundial de Saúde), o Brasil ocupa a posição de segundo país com maior número de pessoas acometidas pela Síndrome de Burnout. Logo, é evidente que medidas são necessárias para resgatar o equilíbrio na vida dos trabalhadores braslileiros.
Nesse sentido, o Ministério da Saúde deveria criar um programa de prevenção ao Burnout, por meio do qual, terapeutas e psiquiatras convocariam trabalhadores de todos os setores do país para que fossem submetidos a avaliações mensais, cujo objetivo seria a análise de suas respectivas condições físicas e mentais, de forma que essas consultas tornariam possível a identificação dos sintomas e consequente afastamento dos empregados, quando necessário. Dessa forma, a dedicação presente na jornada de cada trabalhador, não mais viria acompanhada pelas lágrimas provenientes da exaustão.