Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 11/05/2021
Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o direito a todos os indivíduos à saúde, educação e ao bem-estar social, percebe-se que, na atual realidade brasileira, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, principalmente quando se observa os desafios da síndrome de Burnout, que tem como alicerce não somente os problemas de saúde causados pelo esgotamento físico e mental ligado à profissão, mas também a falta de informações sobre o assunto. Diante dessa perspectiva, é fundamental buscar a resolução desse imbróglio. Em primeiro lugar, pode-se apontar como um empecilho à implementação desse direito, reconhecido por mecanismos legais, a falta de políticas públicas que promovam o bem-estar social dos profissionais de diversas áreas. Isso pode ser explicado consoante o rapper carioca Gabriel, O pensador, em sua música ‘’estudo errado’’, exemplifica uma escola que, de fato, vá além dos conteúdos tradicionais, comprometendo-se com o debate dos problemas vigentes. Nessa perspectiva, as instituições brasileiras de ensino erram quando não oportunizam à comunidade escolar espaços de discussões sobre os problemas causados pelo esgotamento físico e mental caracterizada pela síndrome de Burnout. Isso ocorre, em grande medida, porque tais instituições ainda se utilizam de uma pedagogia tecnicista, marcada pela postura passiva dos discentes- meros assimiladores de conteúdos- e pela falta de vínculo com o contexto social. Dessa forma, é evidente que existem falhas no princípio de garantir a isonomia e consciência crítica dos jovens. Ademais, é fundamental ressaltar que a ausência de debates sobre os efeitos da síndrome de Burnout é impulsionador do problema no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a síndrome têm como uma das principais características sintomas de exaustão extrema, resultante de um trabalho desgastante. Nesse sentido, a ausência de ações públicas direcionadas pelos Estados brasileiros no investimento na área da Saúde é uma realidade enfrentada no país, no qual o ser humano é torpemente prejudicado. Logo, torna-se evidente que o Brasil precisa disponibilizar recursos financeiros para todos os setores públicos voltados ao bem-estar, capaz de promover uma igualdade equitativa de oportunidades a todos os cidadãos. Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir as solidificações de políticas que visem a construção de um melhor. Desse modo, é peremptório buscar meios de mitigação desse mal. Para isso, cabe ao Poder Executivo, instituição de alta relevância para o país-, em parceria com o Ministério da Saúde, promover, por meio de verbas governamentais, campanhas socioeducativas, mediante um amplo debate sobre o tema, nas instituições do ambiente público e privado, com o intuito de um maior engajamento do coletivo em prol de incentivá-los a importância dos cuidados à saúde, como também investir em avaliações de rotina direcionadas aos empregados de pequenas e médias empresas para não desenvolverem a síndrome de Burnout. Assim, a partir dessas ações, será possível a construção de uma sociedade brasileira permeada pela efetivação dos elementos elencados na Carta Magna.