Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 13/05/2021
Uma ironia: A infelicidade atingida na busca pela felicidade.
Na Europa, no período da Revolução Industrial, os trabalhadores eram explorados com jornadas de trabalho abusivas em condições precárias, tendo sérios prejuízos físicos e psicológicos. Na contemporaneidade, apesar de todos os avanços trabalhistas, ainda é notável que alguns trabalhadores sofrem com a Síndrome de Burnout devido ao stress excessivo ocasionado parte pela cultura capitalista, parte pelo excesso de informação a qual são submetidos.
De início, é inegável que a cultura capitalista do “sucesso a qualquer custo” impulsiona o trabalho excessivo ao apontar o enriquecimento e o consumismo como fonte de felicidade, o que leva muitas pessoas a sofrerem a Síndrome de Burnout e apresentarem sintomas de depressão, seja pelo stress do trabalho apenas, seja também por não conseguirem atingir o padrão imposto pela sociedade. É válido ressaltar, que a cultura supracitada possui suas origens nos Estados Unidos, por volta da 2º Guerra Mundial, em que houve um incremento da produção industrial e dessa forma, se tornou imperioso um aumento do consumo, levando a mídia a propagar esse ideal tão presente na contemporaneidade, agravando o problema.
Ademais, é notório que os avanços tecnológicos apresentados nas últimas décadas ampliaram imensamente a comunicação entre as pessoas, submetendo-as a um excesso de informação, o qual contribui para o stress e consequentemente a Síndrome de Burnout. Isso ficou mais evidente na Pandemia do Coronavírus, em que devido ao isolamento social, os meios tecnológicos se tornaram imprescindíveis no ambiente de trabalho de muitas pessoas, o que em muitos casos, levou a um aumento da carga de trabalho delas, pois, mesmo após sair do trabalho, continuavam a receber mensagens relacionadas a ele. Tal fato é comprovado por dados da OMS, segundo os quais, o número de depressivos aumentaram muito na Pandemia.
É indubitável, portanto, a necessidade de medidas que combatam a Síndrome de Burnout. Para tanto, é dever da mídia, como grande influenciadora do pensamento social, juntamente com o Ministério da Educação, buscar a desconstrução do ideal de felicidade baseado no consumismo impregnado na sociedade atual, por meio de campanhas publicitárias e palestras em escolas, além do trabalho do tema em disciplinas como sociologia. Tudo isso a fim de dirimir os problemas supracitados e tornar a exploração física e mental das pessoas, causadora do Burnout, uma realidade apenas no passado da Revolução Industrial.