Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 14/05/2021

A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro – garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, ao ser observar os desafios da síndrome de Burnout, é notório que essa imprescindibilidade não tem sido considerada no país.

Nesse sentido, pode-se afirmar que a negligência governamental e a escassa abordagem do problema agravam a situação. Em primeiro lugar, é valido destacar que a displicência estatal colabora com esse cenário. Isso pode ser explicado consoante o rapper carioca Gabriel, O pensador, em sua música ‘’estudo errado’’, exemplifica uma escola que, de fato, vá além dos conteúdos tradicionais, comprometendo-se com o debate dos problemas vigentes, em prol de discutir políticas que garantam o acesso ao bem-estar social. Nessa perspectiva, as instituições brasileiras de ensino erram quando não oportunizam à comunidade escolar espaços de discussões sobre os problemas causados pelo esgotamento físico e mental caracterizada pela síndrome de Burnout. Isso ocorre, em grande medida, porque tais instituições ainda se utilizam de uma pedagogia tecnicista, marcada pela postura passiva dos discentes- meros assimiladores de conteúdos- e pela falta de vínculo com o contexto social. Dessa forma, é evidente que existem falhas no princípio de garantir a isonomia e consciência crítica dos jovens. Ademais, é fundamental ressaltar que a ausência de debates sobre os efeitos da síndrome de Burnout é impulsionador do problema no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a síndrome têm como uma das principais características sintomas de exaustão extrema, resultante de um trabalho desgastante. Nesse sentido, a ausência de ações públicas direcionadas pelos Estados brasileiros no investimento na área da Saúde é uma realidade enfrentada no país, no qual o ser humano é torpemente prejudicado. Logo, torna-se evidente que o Brasil precisa disponibilizar recursos financeiros para todos os setores públicos voltados ao bem-estar, capaz de promover uma igualdade equitativa de oportunidades a todos os cidadãos. Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir as solidificações de políticas que visem a construção de um melhor. Nesse contexto, cabe ao Poder Executivo, instituição de alta relevância para o país-, em parceria com o Ministério da Saúde, promover, por meio de verbas governamentais, campanhas socioeducativas mediante um amplo debate sobre o tema, nas instituições do ambiente público e privado, com o intuito de um maior engajamento do coletivo em prol de incentivá-los à importância dos cuidados à saúde, como também investir em avaliações de rotina direcionadas aos empregados de pequenas e médias empresas para não desenvolverem a síndrome de Burnout. Assim, a partir dessas ações, será possível a construção de uma sociedade brasileira permeada pela efetivação dos elementos elencados na Carta Magna.