Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 17/05/2021

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como saúde o pleno bem-estar físico, mental e social. No entanto, a competitividade no mercado de trabalho gera um ambiente estressante e oferece aos funcionários a sensação de sobrecarga e cansaço, conhecida como Síndrome de Burnout. Assim, milhares de indíviduos são submetidos ao esgotamento diário devido à modernidade líquida e à falta de informações sobre os direitos trabalhistas.

A princípio, a Revolução Industrial do século XVIII ainda influencia no modo em que os contratantes lidam com seus empregados. Dessa forma, consoante ao sociólogo polonês Zygmunt Bauman, as falhas nas habilidades sociais presentes na sociedade interferem nas relações interpessoais e pode afetar o ambiente de trabalho, pois o trabalhador passa a ser visto como uma máquina. Por conseguinte, o meio digital evidenciou tal visão através do aumento de horas trabalhadas, uma vez que até fora do local de serviço, o funcionário precisa responder mensagens e resolver possíveis problemas relacionados ao trabalho. Ademais, a excessiva cobrança e competitividade entre os funcionários, resulta em um maior número de pessoas com a Síndrome de Burnout.

Outrossim, na Era Vargas, com a criação de sindicatos e leis trabalhistas, os direitos passaram a ser mais respeitados. Entretanto, a pressão exercida sobre os indívudos é chamada por Émile Durkheim de coerção social e deve ser considerada um perigo ao psicológico do trabalhador, visto que a vida profissional que os brasileiros levam é preocupante. Ainda assim, é indubitável que a alienação no meio profissional desgasta e causa diversos problemas à saúde mental do trabalhador, visto que ainda existe uma negação em relação ao autocuidado. Logo, o indivíduo que desconsidera os tratamentos de prevenção a serem tomados para evitar síndromes e outras doenças mentais, acaba sendo mais uma vítima. Com isso, sem o conhecimento necessário da necessidade de prevenir o esgotamento, os trabalhadores se submetem à situações de estresse diariamente.

Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho assegure os direitos do trabalhador, por meio de canais abertos de comunicação de denúncias em casos de sobrecarga, a fim de interromper processos desgastantes no ambiente profissional. Além disso, através da mídia digital, é preciso que as informações sobre doenças mentais causadas no trabalho sejam disseminadas. Somente assim, a coerção citada por Durkheim deixará de ser um impasse na sociedade.