Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 18/05/2021

A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro – garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. No entanto, ao ser observar os desafios da síndrome de Burnout, é notório que essa imprescindibilidade não tem sido considerada no país. Nesse sentido, pode-se afirmar que a negligência governamental e a escassa abordagem do problema agravam a situação.

Em primeiro lugar, é valido destacar que a displicência estatal colabora com esse cenário. Nesse sentido, é valido destacar que as palavras presentes na bandeira do país – ordem e progresso – retratam os objetivos de uma nação. Por isso, para avançar, é imprescindível que ocorram ações baseadas no bem-estar geral. Entretanto, no Brasil, percebe-se o contrário, um exemplo disso é a falta de debates dos vigente, em prol de discutir políticas que garantam o acesso ao bem-estar social. Isso pode ser explicado, pela falta de discussões sobre os problemas causados pelo esgotamento físico e mental caracterizada pela síndrome de Burnout. Dessa forma, é evidente que existem falhas no princípio de garantir a isonomia e consciência crítica dos jovens.

Ademais, é fundamental ressaltar que a ausência de debates sobre os efeitos da síndrome de Burnout é impulsionador do problema no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, a síndrome têm como uma das principais características sintomas de exaustão extrema, resultante de um trabalho desgastante. Nesse sentido, a ausência de ações públicas direcionadas pelos Estados brasileiros no investimento na área da Saúde é uma realidade enfrentada no país, no qual o ser humano é torpemente prejudicado. Logo, torna-se evidente que o Brasil precisa disponibilizar recursos financeiros para todos os setores públicos voltados ao bem-estar, capaz de promover uma igualdade equitativa de oportunidades a todos os cidadãos.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir as solidificações de políticas que visem a construção de um melhor. Nesse contexto, cabe ao Poder Executivo, instituição de alta relevância para o país-, em parceria com o Ministério da Saúde, promover, por meio de verbas governamentais, campanhas socioeducativas mediante um amplo debate sobre o tema, nas instituições do ambiente público e privado, com o intuito de um maior engajamento do coletivo em prol de incentivar a importância dos cuidados à saúde, como também investir em avaliações de rotina direcionadas aos empregados de pequenas e médias empresas para não desenvolverem a síndrome de Burnout. Assim, a partir dessas ações, será possível a construção de uma sociedade brasileira permeada pela efetivação dos elementos elencados na Carta Magna.