Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 20/05/2021

O filme “Tempos Modernos” do diretor e protagonista Charlie Chaplin, retrata como o psicológico do personagem é afetado devido às rotinas exaustivas dos operários em uma linha de montagem com intensas cargas horárias. Fora da ficção, o excesso de preocupação com o trabalho é um assunto recorrente no Brasil que acarreta diversos problemas mentais aos indivíduos. Por conseguinte, pode-se afirmar, que a valorização do excesso de trabalho e a apreensão de desemprego agravam esse cenário.        Em tal situação, cabe ressaltar como o enaltecimento do excesso de trabalho contribui para essa problemática. Nesse sentido, o filósofo francês humanista Montaigne defende que os indivíduos devem trabalhar para viver, mas não viver para trabalhar e assim possam evitar o cansaço mental. No entanto, a perspectiva de trabalho no século XXI é divergente devido a maioria dos cidadãos valorizarem rotinas exaustivas no emprego para conseguir adequar-se aos padrões financeiros da sociedade. Nessa acepção, é indiscutível que o pensamento incorreto para conseguir melhores condições financeiras sobrecarrega a sociedade e acarreta na síndrome de Burnout.

Faz-se mister, ainda, salientar o receio de não conseguir emprego como impulsionador do problema. Nessa perspectiva, segundo a pesquisa “Impactos do Desemprego” realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) 67% dos desempregados sentem insegurança e angústia de não conseguirem emprego e, assim mostrando que além do desemprego ocasionar problemas financeiros também prejudica o estado emocional dos cidadãos.

Dessa forma, é evidente que a apreensão de desemprego propicia uma sociedade esgotada profissionalmente. Destarte, diante dos desafios supramencionados, é necessário a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Assim, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do poder Executivo, promover a fiscalização mensais as empresas para evitar cargas horárias abusivas dos empregados, além da utilização das mídias para divulgar empregos disponíveis em casa municípios campanhas e anúncios em aplicativos como o youtube, para que a população desempregada possa ter noção de algumas vagas de trabalho. Agindo assim, espera-se que o uso de rotinas exaustivas e o medo de desemprego possa diminuir e se tornar uma realidade diferente do filme de Chaplin.