Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 24/05/2021

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera o bem-estar físico, social e emocional como prioridade. No entanto, a competitividade no mercado de trabalho oferece a sensação de sobrecarga e cansaço, conhecida como Síndrome de Burnout. Assim, tal condição surge por meio das relações interpessoais fragilizadas e da falta de informações sobre os direitos trabalhistas.

A princípio, a Revolução Industrial passou a influenciar no modo em que as empresas lidam com os seus funcionários, visto que o objetivo principal passou a ser o lucro apesar dos prejuízos humanos. Consoante ao pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, as falhas nas habilidades sociais presentes na modernidade líquida interferem nas interações e contribui para um ambiente mais estressante. Por conseguinte, o meio digital evidenciou os problemas na comunicação por meio do aumento da carga horária, além da excessiva cobrança que causa no empregado o esgotamento físico e mental.

Outrossim, a Era Vargas trouxe a criação de sindicatos para que os direitos fossem mais respeitados. Entretanto, a alienação dos profissionais causa desconhecimento sobre as leis trabalhistas e é causada pela omissão de informações pelo contratante. É indubitável que a saúde mental não tem sido priorizada, pois o autocuidado e a prevenção de doenças não são temas discutidos dentro da empresa e corrobora para que o trabalhador se submeta à situações de estresse diariamente. Dessa forma, o número de pessoas com a Síndrome de Burnout demonstra o impasse ocasionado pelo desrespeito aos funcionários.

Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho assegure os direitos previstos na lei, por meio de canais abertos de comunicação de denúncias em casos de sobrecarga, como websites e aplicativos criados a fim de interromper processos desgastantes no ambiente profissional. Somente assim, o impasse citado por Bauman deixará de existir.