Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 28/05/2021
Na obra “Utopia”, do autor Thomes More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausencia de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o esgotamento físico e mental apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realizade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas sociais e humanas, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a síndrome de burnout deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais ocorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é o responsável por manter o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades para reverter este problema que segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) atinge 33 milhões de brasileiros, as consequências é o distanciamento da vida social, compulsão de demonstrar seu próprio valor, negação das próprias necessidades e em alguns casos levando até outros transtornos como ansiedade e depressão. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o silenciamento e a falta de debate como promotor do problema. Um exemplo é a digital influencer e atriz Gessica Kayane - conhecida como Gkay - que após 5 anos de muito trabalho precisou de um período longe de suas redes, ela foi indicada por seus terapeutas a manter um tempo longe da internet pois a mesma estava passando por momentos difíceis devido o excesso de trabalho. Partindo por esse pressuposto, a deficiência na propagação sobre transtornos psíquicos na sociedade faz com que seja invisível aos indivíduos e pode ser encarado até como “frescura”. Tudo isso retarda a resolução do impecilho, já que a falta de conhecimento sobre o assunto contribui para a perpetuação desse quadro deletário.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuíto de mitigar a síndrome de burnout, necessita-se, urgentemente, que o tribunal de contas da união, direcione capital que, por intermédio do governo, será revertido em projetos na qual seja disponibilizado a todas as comunidades de cada região palestras interativas com profissionais da saúde em faculdades, escolas de ensino fundamental e médio, micro e grandes empresas. Desse modo, atenua-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da doença de burnout, e a coletividade alcançará a Utopia de More.