Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 05/06/2021
Na série “The Office”, os personagens principais não têm um trabalho exaustivo, o que garante a todos uma boa saúde mental. Porém, infelizmente, essa não é a realidade da maioria dos brasileiros, que estão suscetíveis a Síndrome de Burnout devido a suas vidas profissionais. A partir dessa análise, é fato que a enfermidade acomete as pessoas em função da normalização do cansaço, somado à lacuna educacional a respeito do psicológico.
Primeiramente, é notável que o trabalho, nos dias atuais, é percebido como algo que dignifica o homem. Isso porque, a partir da Primeira Revolução Industrial, a carga horária de trabalho aumentou drasticamente, e, para motivar a população, foi sugerido que a prática laboral a torna digna. Dessa maneira, a sociedade é forçada a normalizar a exaustão.
Ademais, observa-se a ausência de conheciment, por parte dos brasileiros, de doenças psicológicas. Com isso, a tendência é a suscetibilidade a essas enfermidades. A razão disso é que, segundo Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, de forma a reforçar a importância da educação nesse setor. Ou seja, caso os cidadãos tenham conhecimento a respeito dos malefícios do trabalho cansativo, certamente o índice de síndromes como o Burnout irá diminuir.
Portanto, é claro que medidas precisam ser tomadas a fim de minimizar o impasse. Logo, é dever do MInistério da educação, por meio de investimentos, propor aulas sobre saúde mental no ambiente profissional em todas as escolas públicas. Essas deverão ser ministradas por psicólogos, de forma interativa e conversativa, para que gere o interesse em todos os alunos. Nessa perspectiva, os estudantes irão, desde cedo, conhecer seus limites e saber lidar com eles, para que suas mentes não sejam afetadas. Assim, a tradição iniciada na Primeira Revolução Industrial será, finalmente, quebrada.