Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 04/08/2021
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a síndrome de esgotamento profissional apresenta barreiras, de modo que dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do individualismo quanto da negligência governamental. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral ressaltar o individualismo mediante o impasse. Segundo o Zygmunto Bauman, sociólogo polonês do século XX, a “modernidade líquida” diz respeito a uma nova época em que as relações sociais, econômicas e de produção são maleáveis, como os líquidos. De conformidade com o pensamento de Bauman, precebe-se que empresas e indústrias se preocupam apenas com o melhor proveito do trabalho e produção, adquirindo profissionais mais capacitados. Dessa forma, o proletariado se preocupa demasiadamente em exercer sua função para estar sempre entre os melhores e acaba esquecendo de cuidar de sua saúde, como diz a terapeuta Stephanie Brasil. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Ademais, é importante pontuar a síndrome de burnout deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne a criação de mecanismos que solucionem taís recorrências. Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, nenhum ser humano deve ser submetido a tratamento desumano ou degradante. Todavia, essa não é a realidade vivenciada por muitos trabalhadores, já que possuem uma carga horária excessiva na qual são escravos de seus trabalhos. Além disso, sofrem uma rotina exaustiva, onde toda sua energia é voltada para seu trabalho, conforme o site de notícias Folha Vitória. Dessa forma, faz-se mister a reformulação dessa postura governamental de forma urgente.
Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o esgotamento profissional, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio da Organização Mundial da Sáude, será revertido em verbas por meio da criação de projetos de apoio à saúde onde irão orientar os cidadãos a conciliar trabalho e descanso de forma saudavel com a ajuda de terapeutas e psicólogos - e irão monitorizar aréas de trabalho para garantir que não ocorra tratamento desumano ao trabalhador - a fim de garantir a segurança e bem-estar do proletariado. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do esgotamento profissional, e a sociedade alcançará a Utopia de More.