Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 26/07/2021

Como ressaltou August Cury em seu livro “Ansiedade”, inúmeros problemas mentais andam em uma crescente alta, guiando a população para um desastre psicológico. Todavia, mesmo o autor tendo elencado a ansiedade como o maior fator para problemas mentais, muitos outros ainda se destacam, como é o caso da Síndrome de Burnout, a qual está se tornando cada vez mais “famosa” pelo número de casos. A Síndrome se destaca por ser um esgotamento tanto mental quanto físico, muito ligado as responsabilidaes acadêmicas e profissionais. Não obstante, é interessante ainda elencar que na medida que algo quebra, a palavra Burnout é usada na língua inglesa, logo, neste caso seria como se o corpo “quebrasse” e deixasse de funcionar, não sabendo mais assimiliar ou agir de maneira coerente. Destarte, se torna necessário entender que o tema não é algo isolado, mas sim uma conjuntura de problemas, os quais se relacionam com a mudança no trabalho e o estigma por trás do aspecto mental.

Em primeira instância, deve-se entender que o avanço da globalização, alienado as ideias capitalistas e tecnológicas, faz com que o Burnout seja ainda mais comum. Voltando-se novamente ao exemplo do livro “Ansiedade”, Cury chama o mundo atual de “Mundo de ação imediata”, o que tem relação direta

ao tema. Viver em um mundo cuja a informação pode ser atual , mas, em alguns minutos, pode ser “antiga”, traz inúmeros problemas na tentativa de compreensão de dinâmicas de funcionamento deste. Em paralelo a isso, a Síndrome de Burnout se destaca pela pessoa trabalhar exaustivamente até não conseguir mais, isso porque, com demandas imediatistas, os trabalhos devem ser feitos a qualquer hora e em qualquer lugar. Criando uma geração alienada na ideia de trabalhar sempre e para sempre.

Outrossim, não é apenas pela mentalidade inconstante que o Burnout é algo crescente, pois também, a mentalidade conservadora agrava o problema.  Como elencou uma pesquisa do Ministério da Saúde, cerca de 94% das pessoas passaram por algum tipo problema psicológico, mas, apenas 6% destas foram atrás de uma ajuda profissional. Mesmo com esses dados assombrosos, uma conclusão se faz clara, a mentalidade a qual afirma que problemas mentais são para “fracos” tendência a pessoas sofrerem caladas problemas reais e muito graves.

Portanto, entende-se assim que o tema necessita de uma intervenção . Logo, cabe ao Ministério da Saúde, em paralelo ao Ministério da Educação e da Cultura, promover programas sociais educacionais que, através das plataformas midiáticas ou em redes escolares, visem informar a população a respeito dos problemas mentais intimamente relacionados ao dia dia populacional. Sendo essas informações produzidas a partir de profissionaisdna área da sáude mental e que saibam lidar com estes problemas. A fim de que se obtenha uma população mais apta a lidar com temas futuros, como o Burnout atual.