Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 07/08/2021
Edvard Munch, pintor expressionista, na obra “O grito”, retratou a angústia o medo no semblante de uma personagem rodeada por uma atmosfera de profunda desolação. Para além do quadro, no Brasil, esse sentimento semelhante ao ilustrado é visível nos cidadãos que sofrem com a Síndrome de Bornout, pois o esgotamento físico e psicológico ligado a vida do profissional assola a sociedade. Desse modo, fica claro que a falta de debates e a priorização de interesses pessoais corroboram ainda mais para o problema.
Diante desse cenário, a falta de debates, no que tange ao esgotamento físico e cognitivo na vida de um profissional, está atrelada a questões históricas. Nesse sentido, no período colonial, era notório que os escravos eram sobrecarregados de tarefas, o que aumentava o seu cansaço mental, fazendo com que esses indivíduos apresentassem sintomas psíquicos como, por exemplo a depressão e ansiedade. De forma análoga, percebe-se que essa realidade é persistente nos dias atuais, mostrando, lamentavelmente, como a falta de debates potencializa à problemática. A respeito disso, o filósofo Pierre Bourdieu discorre sobre o “Habitus”, ou seja, internalização de conceitos sociais que se manifestam a partir de comportamentos. Nesse viés, o que seria essa inexistência de diálogo se não um ‘Habitus” o qual necessita ser combatido com urgência?.
Somando a isso, a falta de priorização dos interesses pessoais na conjuntura atual do pais referente à exaustão profissional é gritante, e necessita ser corrigida para se obter resultados. Sendo assim, o escritor inglês, Aldous Huxley no livro “Admirável mundo novo”, expõe uma sociedade futurista que é dividida em castas superiores e inferiores, e os que não estivessem satisfazendo a vontade de uma massa majoritária seriam descartados do “mundo perfeito”. Nesse âmbito, fora da ficção, observa-se que esses cidadãos os quais fazem parte das castas inferiores são aqueles sofrem a intimidação do trabalho o qual hodiernamente contribui para o esgotamento mental e físico do indivíduo dada a pressão rotineira do serviço. Além disso, fazendo com que essa parcela da sociedade venha necessitar de auxílio psiquiátrico.
Destarte, faz-se necessário que o Estado- o qual é responsável por fomentar o direito do cidadão- promova palestras educacionais para a sociedade entender o quão necessário é finalizar com o esgotamento físico e mental ligado a vida profissional, por meio de ações sociais- mesas redondas e debates- com a ajuda de professores, médicos e psicólogos para potencializar o assunto entre as grandes empresas. Espera-se, assim, que os sofrimentos emocionais retratados pelo pintor Munch pertençam apenas ao plano artístico