Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 10/08/2021

A sociedade contemporânea é caracterizada pela aceleração do ritmo do trabalho e pela alta competitividade no âmbito corporativo,  e tem como força motriz a produtividade enquanto fator preponderante para o sucesso profissional. Tal cenário obsta o bem-estar do colaborador, devido à intensa cobrança por resultados. Nessa viés, a Organização Mundial da Saúde conceituou esse quadro como uma situação de sobrecarga laboral, a chamada sindrome de burnout. Destarte, é imperioso que a humanização das relações no ambiente corporativo seja difundida para reverter esse quadro.

Inicialmente, destaca-se que o cenário atual é revestido por ideiais que pregam a maximização da competividade laboral como principal elemento das relações sociais. Esse quadro exige dos profissionais constantes qualificações para que possam se encaixar nas novas tendências mercadológicas. Nesse viés, estudos feitos pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2016, indicaram que o estresse, relacionado a longas jornadas de trabalho, causou cerca de 750 mil mortes por derrames cerebrais e problemas cardíacos no mundo. Tal panorama reverbera, segundo a ONU, uma realidade na qual as exigências modernas têm repercutido negativamente na saúde do indivíduo, haja vista que a necessidade de manter o emprego supera os danos causados à saúde física e mental.

Nessa perspectiva, percebe-se que a síndrome de burnot resultante do excesso de trabalho é um dos principais desafios para o bem-estar do trabalhador, pois o estresse ocupacional compromete sua produtividade o que obsta o próprio crescimento da corporação. Desse modo, grandes corporações, como a empresa multinacional Google, externam uma dinâmica de trabalho que preconizam a qualidade do profissional baseada na humanização do ambiente corporativo. Entre as estratégias dessa empresa, citam-se a flexibilização dos horários de expediente, a regularidade de folgas e a criação de um ambiente de trabalho dotado de elementos que permitem ao trabalhador descansar para aliviar picos de estresse. Apesar desse contexto ser o ideal, o que se observa em predominância é a constância de práticas que geram esgotamento físico no colaborador, pois muitos empregadores são apáticos e não visualizam as condições exaustivas vivenciadas pelos seus funcionários.

Portanto, é essencial que as empresas adotem programas internos que garantam o bem-estar do colaborador para evitar picos de estresse no âmbito corporativo. Entre as ações, cita-se a adoção de assistência psicológica àqueles que apresentarem sinais de exaustão laboral. Ademais, a flexibilização na jornada de trabalho, com vista a proporcionar folgas regulares ao indivíduo, igualmente permitira a construção de relações sustentáveis e dignas no trabalho, nas quais o condicionamento físico e mental do colaborador seriam priorizados e alinhados aos objetivos estratégicos da empresa.