Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 13/09/2021

Conforme a Constituição de 1988, todo indivíduo possui direito ao trabalho e às condições justas de serviço. Entretanto, muitas vezes, essa concessão não é vivenciada, pois muitos trabalhadores desenvolvem problemas de saúde ligados à falta de empatia dos empregadores, como a síndrome de Burnout. Esse quadro é fruto de um impasse persistente na realidade brasileira, por causa de uma pressão externa, que gera uma diminuição da eficiência do capacitado.

Nesse sentido, os negócios atuais visam como prioridade a obtenção lucros, dessa forma, não preocupam-se com as outras necessidades. Segundo Virginia Woolf, escritora, nada é tão estranho como as relações humanas e a irracionalidade delas. Com isso, os dirigentes têm uma alta exigência com os empregados para que haja um trabalho perfeito, o que faz existir uma grande pressão externa para os colaboradores, que gera uma cobrança excessiva em cima dos indivíduos, fazendo esses desenvolverem a síndrome de Burnout. Assim, esses funcionários começam acreditar que não podem ter defeitos e que sempre precisam ser prestativos. Em vista disso, colocam o emprego na frente de toda a vida pessoal, pelo fato de terem medo de perderem o serviço, já que é preciso dele para arcar com as despesas.

Por consequência disso, a pressão interna gerada nos prestadores de serviço, fazem esses desenvolverem a síndrome de Burnout. Desse modo, essa doença faz os empregados adoecerem, em razão de existir um cansaço extremo, ansiedade, depressão e estresse. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 86% dos brasileiros possuem transtornos mentais. Nesse contexto, há uma perda de eficiência dos funcionários, o que prejudica a atuação dele no serviço. Todavia, esse fato acontece, visto que os direitos da Constituição Brasileira não estão presentes na vida dessas pessoas. Dessarte, toda a cobrança imposta atrapalha os cidadãos, dado que problemas são gerados.

Portanto, medidas devem ser tomadas para amenizar esses desafios. Logo, cabe ao Poder Legislativo a tarefa de criar uma lei específica contra a síndrome do esgotamento profissional, por meio de uma imposição contra qualquer ação que envolva o uso de pressões intensas por parte dos empregadores, caso ocorra essa situação, os responsáveis precisarão arcar com multas ou penas, à vista de que os empregados brasileiros tenham uma melhor experiência no trabalho. Ademais, compete ao Ministério da Saúde, órgão encarregado por essa área, o dever de realizar projetos com os indivíduos que sofrem com essa enfermidade, por intermédio da contratação de psicólogos que farão terapias cognitivas com essas pessoas, por via do Sistema Único de Saúde, com o fito de que esses cidadão possam vencer essa barreira. Dessa maneira, espera-se que a visão da escritora Virginia Woolf, mude.