Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 18/09/2021
De acordo com a Constituição de 1988, o estado deve, por meio de um contrato social, garantir a sociedade direitos básicos, como saíude e bem-estar social. Entretanto, quando se observa o crescente desgaste emocional de profissionais, percebe-se que a constituição é refutada, tendo em vista que, devido não só o aumento da jornada de trabalho, bem como o meio em que trabalham, nota-se os malefícios em prol dos indivíduos. Assim, é imprescindível não só uma análise da problemática, como também uma solução para o impasse.
Em primeiro lugar, os trabalhadores possuem por direito a carga horária de oito horas, respeitando a saúde física e mental destes. Nesse sentido, é válido analisar sob a ótica do pensador italiano Noberto Bobbio, da qual expõe que a dignidade humana é uma virtude referente ao ser humano e, por isso, o direito ao respeito e á consideração lhe é cabível por parte do estado. Contudo, é evidente que a justiça brasileira se faz ausente na fiscalização em relação a jornada de trabalho que muitos servidores são expostos, gerando em muitos casos exaustão extrema e esgotamento profissional.
Paralelo a essa perspectiva, o ambiente de trabalho, juntamente com a rotína profissional constantemente sob pressão em que os indivíduos estão submetidos colaboram com a problemática. Nessa lógica, vale citar o filme americano “O diabo veste Prada”, que retrata a desvalorização profissional e o árduo expediente em que a personagem é subordinada. Hodiernamente, muitos empregados brasileiros passam por tal situação, sendo evidente quando comparado ao número de cidadãos que enfrentam a síndrome de Bournout, na qual, segundo a Intenational Stress Management Association (ISMA), 30% dos trabalhadores do país sofrem com esse transtorno. Dessa forma, é de extrema necessidade uma abordagem das autoridades diante desse assunto.
Medidas, portanto, são necessárias para minimizar o impasse atual. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, orgão responsável pela saúde pública do país, em parceria com empresas e outras instituições de trabalho, disponibilizar avaliações psicológicas mensais para os funcionários, por meio de locais -salas separadas- disponibilizados pelos próprios estabelecimentos, para que assim o problema possa ser identificado e solucionado nos primeiros sintomas. Assim, a Constituição será efetivada.