Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 14/09/2021
O livro “O cidadão de papel”, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a síndrome de Burnout, doença ligada ao esgotamento físico e mental dos trabalhadores, afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pela cobrança exagerada criada pela competitividade do mercado, seja pela influência dos aspectos socioculturais, o problema permanece afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro plano, nesse contexto, é importante destacar que o excesso de cobrança corrobora de forma intensiva para o entrave. Nessa lógica, vale lembrar que o aumento dessa cobrança se iniciou na Revolução Industrial, visto que as indústrias precisavam produzir cada vez mais, devido a alta competitividade do mercado, com isso os profissionais tinham sua carga horária aumentada, trabalhando exaustivamente. Analogamente, no cenário atual, é perceptível essa pressão por parte das empresas, que estimulam os funcionários a serem cada vez mais produtivos, superando os limites saudáveis de suas capacidades físicas e mentais. Logo, é substancial a mudança desse quadro.
Além disso, outro fator influenciador desse problema é a influência dos aspectos socioculturais. Nessa perspectiva, o sociólogo francês, Émile Durkheim, ressalta que os seres humanos são formadores da sociedade, mas também um produto dela. Dessa forma, é visível nos indivíduos o pensamento errôneo de que a pessoa que trabalha poucas horas por dia é considerada preguiçosa, visto que grande parte dos trabalhadores passam a maior parte do dia trabalhando. Consequentemente, os profissionais se sentem pressionados a trabalhar cada vez mais.
É evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Para isso, a mídia - grande difusora de informação - deve discutir a importância da saúde física e mental, por meio de novelas e documentários, com o intuito de reduzir os esteriótipos em relação a questão abordada. Só assim, enxergaremos as mazelas propostas por Gilberto Dimenstein e teremos uma sociedade mais saudável.