Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 12/09/2021
Na contemporaneidade, é de se esperar que a maioria da população global , se não toda, já tenha sido afetada pelo excesso de informação que veio com a globalização e o avanço da tecnologia. Em uma de suas músicas, a contora japonesa Daoko, retrata como esse fenômeno causa estresse e adoece os trabalhadores. Só no Japão, 70% da população economicamente ativa diz ter sofrido pelo o que muitos médicos chamam de síndrome de burnout. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a síndrome é definida como um estresse crônico provacado por uma pressão envolvendo o ambito profissional. Dessa forma, fica claro o quanto este problema exige uma profunda análise e intervenção.
Não apenas o fenômeno afeta o país asiático, mas também afeta, segundo dados da OMS, 30% de todos os trabalhadores no Brasil. Assim como o sistema capitalista de mercado impõe uma jornada de muitas horas de trabalho, similarmente grandes empresas visam apenas lucro em detrimento do bem-estar de seus funcionários. A título de exemplificação, em 2016 a Rede Globo demitiu uma de suas funcionárias por ter desenvolvido a síndrome, mesmo que causada pelo próprio tratamento dado a ela pela empresa, deixando visível qual era a prioridade da empresa ao demiti-la. Por conseguinte, a ex-funcionária entrou com uma ação judicial contra a emissora, que teve que pagar uma indenização milionária à jornalista.
Naturalmente, quando os trabalhadores são tratados dessa forma pelas empresas, acabam por tratar a si próprios assim, agravando ainda mais o quadro. De tantas pressões, cobranças e responsabilidades, acabam carecendo de autocuidado e, mesmo fora de seu trabalho, sofrem de um enorme estresse, chegando a sentir diversos sintomas físicos que atrapalham, não só a causa de sua angústia que é a própria vida profissional, mas também a vida pessoal, levando-os a sentirem-se pressionados a todo momento. A melhor forma conhecida pelos profissionais da saúde de combater a então mais nova doença reconhecida pela OMS, é a prevenção.
Nesse sentido, é mister que o Ministério da Saúde em parceria com todo tipo de empresa, seja ela pública ou privada, ofereça auxílio e conscientize a população economicamente ativa por meio de, respectivamente, assistência psicológica gratuita disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para fazer com que os possíveis portadores da síndrome, ou não, ententam que precisam se cuidar e abrir espaço em suas rotinas para tempo livre, além de distrubuir propagandas de conscientização sobre o assunto nos meios de comunicação e ambientes de trabalho, com o objetivo de zelar pelo bem-estar físico e mental dos cidadãos. Para que assim como na música de Daoko, os priorizem as suas próprias vidas invés das responsabilidades de seus empregos.