Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 14/09/2021

Também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, a Síndrome Burnout é um distúrbio caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse que tem sido cada vez mais frequente nos ambientes corporativos. Dedicação excessiva ao trabalho, cumprimento de metas, condições insalubres, longas jornadas, funções desgastantes e a busca pelo perfeccionismo ou por melhores salários estão levando os profissionais ao esgotamento total e à depressão.

Entretanto, por vivermos em um mundo cada vez mais acelerado, nos sentimos na obrigação de acompanhar essa velocidade, mas também precisamos aceitar o fato de que nosso corpo e nossa mente cansam e é normal nos sentirmos sobrecarregados, mesmo quando reconhecemos que estamos aquém da nossa capacidade “normal”, pois essa linha imaginária pode oscilar constantemente, e apesar de não sermos máquinas programáveis, também “pifamos” e regularmente precisamos de um período de “recarga”. Apesar de o problema estar mais ligado a casos trabalhistas, adolescentes e crianças também podem sofrer de desgaste emocional por conta de pressão em ambientes estudantis, como nos estudos para o vestibular, por exemplo. O diagnóstico da Síndrome de Burnout não é fácil. Para a correta avaliação, psicólogos e psiquiatras levam em conta o histórico do paciente, a combinação de fatores internos e externos e seu envolvimento e satisfação no trabalho.

Burnout tem sido uma preocupação cada vez mais frequente em termos de saúde mental relacionada ao trabalho. Recentemente a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu a Síndrome de Burnout na lista da 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11), que passará a vigorar em janeiro de 2022, como um “fenômeno ocupacional”. Apesar de ainda não ser considerada uma doença tal qual a depressão, ao inserir o Burnout na lista da CID-11 caracterizando como “problema associado ao emprego ou desemprego”, a OMS dá maior visibilidade a esse mal, reconhecendo o trabalho como um fator que influencia o estado de saúde do indivíduo.

No entanto, cuidados profissionais nesse momento são bem-vindos. Um acompanhamento adequado para identificar em que nível a síndrome se encontra é fundamental para, então, escolher formas que auxiliem no combate ao problema. Muitas pessoas não buscam ajuda médica e negligenciam os sintomas, todavia, por não saberem ou não identificarem os sinais. Por isso, é importante criar e respeitar os próprios limites. O tratamento envolve terapia, medicamentos e mudanças de hábitos, como ter maior tempo para relaxamento, atividades físicas e lazer. Diante do exposto, o Ministério da Saúde e do Trabalho devem promover ações voltadas à saúde e qualidade de vida no ambiente trabalho, dispondo de canais de apoio no enfrentamento de problemas dessa ordem.