Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 16/09/2021
Policarpo Quaresma, protagonista de Lima Barreto, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a síndrome de Bournout torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja pelo individualismo, seja pela sobrecarga no trabalho, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população.
A priori, nota-se que uns dos principais males é o pensamento individualista, causado pela má estrutura educacional. Segundo Paulo Freire “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Isso quer dizer que a educação é um pilar indispensável na construção de uma sociedade, pois é ela que tem o poder da reflexão e do conhecimento necessário para o povo não pensar de forma individual, não focando só no próprio sucesso. A educação tem função primordial na formação cidadã e trabalhista de cada indivíduo.
Paralelo a isso, cumpre ressaltar que a tecnologia com o trabalho é um dos motivos que fazem o problema perdurar. Isso ocorrre, quando os trabalhadores chegam cansados de um longo dia e ainda tem que respoder os clientes através dos múltiplos meios de comunicação, o que leva a uma carga horária excessiva, acarretando em prejuízos físicos e psicológicos. Desse modo, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.
Torna-se evidente, portanto, a urgência para ressolver esse cenário. Para tanto, o Ministério da Educação juntamente com a Organização Mundial da Saúde devem promover projetos socio-educativos por meio de palestras, debates, aulsas específicas e cursos sobre a importância do autocuidado. Tais projetos tem que ter alcance nacional através das redes sociais com lives ao vivo, por exemplo. Dessa maneira, espera-se que a população possa estar inteirada sobre o assunto e que o problema seja minimizado.