Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 12/09/2021
No livro “Utopia”, de Thomas More, é exposto um ambiente perfeito, no qual a consciência coletiva e eficiência do Estado são ferramentas cruciais para o avanço da nação. Fora da obra, é fato que os impactos causados pela Síndrome de Burnout apresenta um obstáculo para uma sociedade alienada e inerte como a brasileira. Nesse sentido, em virtude da comparação social e concorrência diária contra o “Sistema”, as consequências são agravadas e intensificadas.
Em primeira análise, é válido reconhecer como o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional e seus impactos são um ocorrência atual. Isso porque é uma consequência direta da exigência das empresas e modo de como são dirigidas. Segundo o filósofo, George Hegel, vive-se uma realidade firmada no “status quo” - senso comum. Para ele, há um determinismo que impede o homem de enxergar os entraves sociais, interpretando-os como normais. Analogamente, é esse transtorno gerado: o indivíduo, inserido nesse panorama, torna-se alienado frente a essa problemática.
Por conseguinte, o esgotamento físico e mental oriundos ao trabalho profissional faz-se presente. Segundo a “Atitude blasé” - termo proposto sociólogo Simmel - o indivíduo passa a agir com indiferença em meio às situações que ele deveria dar atenção. Sob essa ótica, entende-se que o cidadão inclina-se a adotar essa “Atitude” com a Síndrome de Burnout, mantendo uma postura apática e inerte.
É evidente, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, por intemédio de palestras e campanhas educacionais nas escolas alerte sobre os problemas da Síndrome de Burnout e como identificar suas causas. Além disso, o sindicato dos trabalhadores deve intervir e vigiar com maior vigor organizações profissionais que estejam sobrecarregando seus funcionários. Assim, corroborando para a diminuição dos casos de estresse psicológico e corporal ligados à vida profissional.