Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 18/09/2021
O mercado de trabalho tem se tornado cada vez mais competitivo nos últimos anos, em diversas áreas de ocupação. Com o enorme desemprego do país e o número de empresas de ramos semelhantes, a luta para se diferenciar tem criado uma competitividade selvagem, em que as relações de trabalho se tornam cada dia menos solidárias, deixando de lado as emoções dos empregados, e os igualando à máquinas. Fato é que essa insensibilização do mercado, somada às características fordistas de algumas ocupações, afeta nocivamente a saúde física e mental dos trabalhadores. Nesse sentido, a Síndrome de Burnout deve ser combatida na sociedade brasileira, haja vista suas diversas causas e consequências na vida das pessoas afetadas.
Nessa conjuntura, é importante destacar as origens desse problema tão frequente hodiernamente. Essa síndrome consiste no esgotamento físico e psicológico das pessoas em suas atividades laborais. De acordo com a OMS, as principais causas desse distúrbio são o estresse provocado por longas jornadas de trabalho, as recompensas insuficientes aos seus esforços e estar ocupando uma função errada. Desse modo, os empregadores vão ignorando os sentimentos e emoções dos empregados, sendo esses cada vez menos ouvidos e cada vez mais cobrados por resultados efetivos em suas empresas.
Consequentemente, essa condição provoca diversos problemas aos trabalhadores afetados. Alguns efeitos da síndrome são a dificuldade de enxergar resultados bons de seus esforços, a enorme exaustão para realização do trabalho e o desanimo para outras atividades, mesmo não estando relacionadas a sua ocupação. Esses prejuízos, que afetam diversas áreas da vida da pessoa, somados à má alimentação do cotidiano e à exposição, pelas redes sociais, de um padrão de vida a ser seguido, podem gerar problemas mais graves, como pressão alta, diabetes e, até mesmo, depressão. Isso necessita ser combatido pelas autoridades.
Portanto, tendo em vista a problemática atual, é necessário que o governo, em conjunto com o Ministério da Saúde e o Ministério do Trabalho, tome medidas cabíveis para que o esgotamento profissional seja erradicado da sociedade brasileira, como fiscalizações internas do cotidiano de empresas públicas e privadas, para assegurar que os trabalhadores estejam sendo respeitados tanto pessoalmente, quanto profissionalmente. Também é válida a disponibilização de consultas com profissionais de saúde, como psicólogos e fisioterapeutas, aos empregados das empresas, assegurando o bem-estar psíquico e corporal desses indivíduos. Só assim será possível que as relações trabalhistas sejam mais humanas e que os trabalhadores estejam satisfeitos com suas ocupações.