Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 17/09/2021

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a saúde consiste em um estado de completo bem estar físico, mental e social, e não apenas como ausência de doença ou enfermidade. Entretanto, tal conceito não corresponde à realidade brasileira, já que a população tem apresentado diversos casos de Síndrome de Burnout, que consiste em um estado de exaustão extrema. Essa problemática se deve não só à negligência das empresas, mas também à transformações nos meios de comunicação.

Em primeira análise, é perceptível que o ambiente de trabalho e o relacionamento entre gestores e funcionários influencia no desempenho profissional. De maneira análoga, durante a Primeira Revolução Industrial, os trabalhadores atuavam em jornadas exaustivas, sendo comum a morte por cansaço e acidentes. Assim, é similar ao contexto atual, uma vez que profissionais abstém de momentos de descanso e lazer para dedicar-se ao trabalho, devido exigências e cobranças.

Além disso, com a globalização as novas tecnologias transformaram as relações de contato e também formatos de ofícios, como por exemplo, o surgimento do trabalho remoto conhecido como “Home Office”. Apesar de os veículos digitais facilitar as transmissões de informações, o excesso delas e a necessidade de estar apto a respondê-las pode contribuir para um esgotamento físico e mental, suscetível à depressão.

Logo, o Ministério do Trabalho deve vigorar uma lei para que os empregados estejam insentos de receber comunicados após o expediente, mediante um acordo para que a realização de tarefas resulte em remunerações, a fim de que haja um menor índice de burnout. Ademais, é necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas de apoio à população, por meio de palestras e acompanhamentos, com intuito de que a sociedade brasileira tenha conhecimento sobre o transtorno e tenha um tratamento especializado.