Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 16/09/2021
Conforme Diderot e D’Alembert, autores da “Enciclopédia“, uma democratização da educação é primordial para o combate à alienação dos indivíduos, garantindo aos mesmos a liberdade. É notório que no Brasil atenção ao trabalho em exagero é excessivamente valorizada, conquanto na prática se observam impactos ocasionados por esse culto, originado pela bolha sociocultural, visto que impõe que o profissional adequado é aquele que vive somente para o serviço, o que, por sua vez, resulta, diretamente, na busca da perfeição. Diante dessa perspectiva faz-se pertinente análise dos fatores que afetam a saúde da nação verde e amarela, como a síndrome de Bournaut, que é o esgotamento tanto mental quanto físico.
Em primeira análise, é importante destacar que, em função dos ditames do mundo capitalista, os brasileiros estão cada vez mais expostos a necessidade de trabalhar, alimentados pelo medo do desemprego e de suas consequências, que por sua vez, resulta no acúmulo de tarefas, fazendo com que muitos ultrapassem a carga horária e fiquem sem o lazer, ou seja, se limitam exclusivamente ao emprego, o que coloca a saúde mental em risco, com sofrimentos psicológicos que se agravam e podem suceder a uma depressão. Segundo o sociólogo francês, Émile Durkheim, os fatos sociais podem ser patológicos, visto que rompem toda harmonia social, o que infelizmente é evidente no país.
Por conseguinte, é fundamental apontar que, de acordo com uma pesquisa realizada pela Internacional Stress Managment Association, 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros sofrem com essa síndrome de Burnout. Acrescente-se aos transtornos psíquicos, os distúrbios gastrointestinais, respiratórios e cardiovasculares, manifestados pelo limite do bem-estar, isto é, pelo excesso de esforço. Em suma, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esse problema. Para isso, urge que o Ministério da Saúde crie, por meio de verbas governamentais, campanhas nas redes sociais, que detalhem os sintomas dessa doença, a fim de enfatizar, de maneira simples, o quão grave para saúde é esse trabalho em abundância, como também de incentivar uma reeducação no âmbito do trabalho, oferecendo ajuda com profissionais. Somente assim, consolidar-se-á uma sociedade menos alienada sobre os expedientes, tal como afirma Diderort e D’Alembert.