Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 17/09/2021

“Nenhuma sociedade que esquece a arte de questionar pode esperar encontrar respostas para os problemas que a afligem”, frase dita pelo filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que relaciona os indivíduos com as questões sociais do século XXI, como a problemática da síndrome de Burnout, distúrbio emocional que está bastante presente no âmbito profissional atual, causando um esgotamento físico e mental nos trabalhadores, e pode levar a consequências como depressão, estresse e exaustão extrema.

Primeiramente, a competição do mercado de trabalho, o medo do desemprego e a autocobrança excessiva dos funcionários, faz com que tenham uma maior pressão psicológica. A cerca disso, 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem da síndrome, de acordo com a International Stress Management Association (ISMA). Trata-se de um problema comum em um ambiente competitivo, uma vez que profissionais se esforçam ao máximo para superar as expectativas do contratante.    Ademais, a síndrome de Burnout pode acarretar em vários outros problemas, tanto que no Brasil, 75% da população tem alguma sequela de estresse e 30% destes sofrem de Burnout, de acordo com uma pesquisa da Isma-BR e da consultoria Betânia Tanure Associados. E isso vem se tornando cada vez mais comum em tempos de Pandemia. Logo, remediar esse problema é imprescindível.

Em suma, a alta pressão psicológica, desgastes físicos e inúmeras doenças são alguns exemplos do que a síndrome pode causar, logo, faz se necessário a criação de medidas pelas próprias empresas, acompanhamento psicológico aos profissionais, praticar exercícios físicos e mentais, e levar tais assuntos à população para que haja uma conscientização, sendo esta, segundo Bauman, o único caminho para achar as respostas desse problema.