Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 14/09/2021
O livro O Cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que atingem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a Síndrome de Burnout afeta mais de 33 milhões de brasileiros e traz graves consequências físicas e mentais. Desta forma, seja pela carga horária extrapolada ou seja pela grande autocobrança, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população brasileira e exige uma reflexão urgente.
Em primeira análise, podemos citar a carga horária dos trabalhadores, que muitas vezes ultrapassa do pré-determinado. Isso ocorre, principalmente por que nos dias atuais, a internet fez com que o ambiente de trabalho fosse ampliado para o domicílio, assim, com o intuito de agilizá–lo, responder e-mails e dúvidas, acabam ficando conectados ao trabalho 24 horas por dia. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para mudança do cenário vigente.
Além disso, outro fator influenciador desse problema é a autocobrança. Nesse sentido, com a pressão dos cargos superiores e até mesmo dos outros empregados, o funcionário tende a se cobrar em acesso, fazendo mais do que é solicitado, consequentemente, tendo maiores desgastes mentais e físicos. Logo, fica claro que o legado de negligência e ignorância frente aos direitos trabalhistas persiste e impede que o Brasil prospere rumo ao desenvolvimento.
Portanto, é urgente intervir nesse problema. Para isso, o Ministério do Trabalho deve tomar providências para melhoria da situação por meio de uma fiscalização mais rígida da carga horária dos funcionários, além dos gestores das empresas fornecerem palestras sobre a Síndrome e suas consequências, a fim da diminuição da grande autocobrança e da sobrecarga de trabalho. Só assim, o Brasil terá melhores índices da Síndrome de Burnout e um melhor ambiente de trabalho.