Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 13/09/2021
No filme Tempos Modernos, a trama mostra a rotina exaustiva de um operário em uma linha de montagem. Por ter uma carga horária intesa, seu psicológio é afetado - o operário chega a confundir botões de roupa com parafusos. Apesar de ser uma ficção, a obra traz uma algoz perspectiva sobre o impacto do excesso de trabalho na saúde mental. Sob tal ótica, essa conduta contínua afeta o rendimento do trabalhador e acarreta em doenças, como é a Sídrome de Burnout.
Primeiramente, é necessário investigar o porquê do excesso de trabalho nas empresas. Um dos fatores que explica isso é a conduta abusiva das empresas, com o estabelecimento de metas inatingíveis e pressões para que os funcionários as alcance. Segundo uma pesquisa realizada pela Qualintin, 21% dos gestores entrevistados acreditam que as metas que estabelecem não são alcançaveis.
Além disso, o sobretrabalho gera estresse, falta de sono e descuido com cuidados básicos, como alimentação e saúde. Isso facilita o desenvolvimento da doençasum estado de esgotamento físico e mental que, se não tratada, pode resultar em depressão e ansiedade. Segundo pesquisas feitas pelo ISMA-B, 30% dos profissionais brasileiros sofrem dessa doença. Um cenário carecente de mudanças.
Em virtude dos fatos mencionados é mister que cabe ao Ministério da Economia, ligado a secretaria do trabalho, em ajuda com o departamento de Recursos Humanos, fiscalizar as empresas,com a finalidade de evitar cargas horárias abusivas e abusos verbais por parte dos gestores. Ademais, cabe as empresas implementar um projeto de ação a saúde, onde semanalmente haverá na planta psicólogos, instrutores físicos e palestras sobre os riscos do sobretrabalho.