Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 16/09/2021
O Sociólogo francês, Pierre Bourdieu, com base na “Teoria do Habitus’’, afirma que o indivíduo tende a ser influenciado por comportamentos enraizados na sociedade e se habituar diante de situações, mesmo que problemáticas. Dessa forma, essa análise do convívio em sociedade pode representar facilmente o comportamento passivo da população diante da Síndrome de Burnout:o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional, já que é justamente a habitualidade frente a esse esgotamento que consolida a falta de medidas para a erradicação deste quadro.Assim, não só o excesso de trabalho,como também a pressão da sociedade consolidam essa situação.
Em primeira análise, devemos lembrar que as leis trabalhistas estabelecem direitos aos trabalhadores, como férias e uma carga horária máxima de oito horas diárias. Entretanto, muitas empresas não cumprem essas leis, e os empregados tanto trabalham mais do que deveriam quanto são submetidos a desempenhar funções que não são as acordadas, onde aceitam por terem medo de serem despedidos.
No livro, “O segredo da dimarca”, de Hellen Russell, conta a história de uma mulher que se sente infeliz no seu trabalho, já que alcançou o cargo que os pais a pressionaram tanto para conseguir, e percebeu que não era o que queria. Atualmente, isso tem acontecido muito na sociedade, pessoas que entram em empregos, porque os pais querem ou porque o cargo é bem visto na sociedade, e quando começam a trabalhar vê que não é o que esperava, e que não é o que as deixa feliz, fazendo então com que se desenvolva a Síndrome de Burnout.
Fica evidente, portanto, que a Síndrome de Burnout tem sido mais comum devido a tais fatores. Nesse sentido, urge que o governo, no âmbito do Ministério do trabalho, invista na aplicação das leis trabalhistas, por meio de fiscalizações nas empresas e nos contratos por elas firmados com o trabalhador.Outrossim, cabe às empresas a inserção de assistência psicológica no ambiente de trabalho, além de palestras com psicólogos e médicos para os trabalhadores entenderem um pouco mais sobre essa doença.