Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 18/09/2021

A Síndrome de Burnout ou Síndrome do esgotamento profissional, é o termo descrito pelo psicólogo alemão Herbert J. Freudenberger, no ano de 1974, como um distúrbio psicológico e físico no ambiente profissional. Nessa época, ele trabalhava 12 horas por dia e, durante a noite, atendia até 10 usuários de drogas numa clínica para dependentes químicos. Já nos dias atuais, há mais de 33 milhões de trabalhadores com o tal esgotamento no Brasil. Dessa forma, essa síndrome afeta no rendimento dos trabalhadores e pode acarretar em doenças tanto psicológicas como físicas.

Em primeira análise, é importante mencionar que um dos motivos que afetam no rendimento dos funcionários é a enorme pressão colocada neles. Devido à essa pressão, consequentemente, ocorre momentos de desânimo e desorganização no ambiente profissional, diminuindo assim os ganhos e aumentando os prejuízos à empresa. Segundo a entidade americana The Conference Board, o Brasil está na posição 75 no ranking mundial de desempenho da produtividade nas empresas. Esse dado mostra que a produtividade do brasileiro corresponde a 25% do americano.

Ademais, mesmo não sendo considerado uma doença, a síndrome representa um fator que pode desencadear em diversos outros transtornos, como a ansiedade, depressão, estresse, dores de cabeça agudas e até batimentos cardíacos acelerados. Esses problemas impossibilitam o funcionário de exercer seu trabalho diário e, consequentemente, afeta a sua qualidade de vida e o seu sentimento de auto-realização. Sobre isso, o jornal Globo afirma que a profissão médica está na quinta posição entre os profissionais que mais enfrentam com transtornos mentais.

Logo, é evidente que a Síndrome de Burnout afeta na saúde mental e na produtividade dos trabalhadores brasileiros. Dessa forma, cabe ao poder legislativo produzir uma lei que possa garantir que toda empresa tenha um profissional de psicologia apto a atender semanalmente todos os trabalhadores, garantindo uma melhora na sua saúde mental e disposição. Ademais, é importante que os recursos humanos, com a ajuda de fiscais enviados pelo governo, fiscalizem as empresas por meio de denúncias dos funcionários, com o objetivo de evitar cargas horárias e pressões exageradas. Apenas assim, os empregados brasileiros podem trabalhar se sentindo mais confortáveis em seu ambiente profissional e acabar com o esgotamento físico e mental ligado à sua vida profissional.