Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 14/09/2021

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), descreve o Burnout não como uma doença, mas sim um fenômeno ligado ao trabalho, “uma síndrome resultante de um stress crônico no trabalho que não foi administrado com êxito”. Sendo caracterizada por três elementos: a sensação de esgotamento, cinismo ou sentimentos negativos relacionados a seu trabalho e eficácia profissional reduzida. Assim, é evidente que o excesso de trabalho é um grande empecilho, acarretando em vários obstáculos como a própria síndrome além de problemas nas relações socio - profissional do indivíduo.

Segundo uma pesquisa da Internacional Stress Management Association (Isma), 33 milhões de pessoas sofrem da Síndrome de Burnout no Brasil, isso significa 30% dos profissionais brasileiros. Ela é causada por vários aspectos como por exemplo, a grande cobrança exercida por superiores, uma quantidade exagerada de tarefas para serem efetuadas ou a própria obsessão pelo trabalho, causando desgaste físico e mental de um indivíduo. Dessa forma, a falta de medidas públicas desencadeia problemas físicos e mentais aos indivíduos, devido às suas condições de trabalho.

Em 1974, o psiquiatra alemão Herbert Freundeberg fez a primeira descrição científica da síndrome, quando identificou o problema por meio de sua própria experiência, quando adoeceu por ter trabalhado mais de 14 horas por dia. Entretanto, apesar de o problema estar mais ligado a casos trabalhistas, adolescentes e crianças também podem sofrer de desgaste emocional por conta de pressão em ambientes estudantis, como nos estudos para provas externas, uma vez que o que leva as pessoas a autocobrança e excesso de estudo, por consequência, levando a exaustão mental e física.

Portanto, de acordo com o artigo 3º da Constituição Brasileira de 1988 prevê a promoção do bem-estar para todos sem preconceito como objetivo fundamental da República. É preciso, que Ministério do Trabalho crie leis para adaptar as condições de trabalho, por meio da colaboração de psicólogos auxiliando os profissionais, assim gerando profissionais com estabilidade mental, tornando o trabalho algo prazeroso.É necessário que as empresas se conscientizem, usando por meio de uma quantidade maior de funcionários em uma mesma função, ou uma jornada menor de trabalho, visando o bem estar de seu assalariado além de um melhor desempenho do mesmo no trabalho.