Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 17/09/2021

No filme “Tempos modernos” dirigido por Charlie Chaplin, é iniciado em uma das cenas do filme o protagonista do filme, interpretado por Chaplin, faz uma jornada de trabalha extensa e repetitiva, dessa forma ele retrata um trabalhador das indústrias da época, que estava cansado fisicamente e psicológicamente, chegando até ser arrastado por colegas de trabalho. Fora da ficção, na realidade contemporânea, existe um cenário semelhante, em que o trabalhador passa uma jornada de trabalho inteira exercendo diversas funções e expondo-se ao seu limite até ficar esgotado. Gerando assim a Síndrome de Burnout, dessa forma se faz necesário compreender as causas e como a pandemia da SarsCoV-2 influenciou para o desenvolvimento dessa síndrome na sociedade.

Em primeira instância, é possível perceber que a síndrome do esgotamento profissional é causada principalmente pelo excesso do trabalho, a fim de levantar um melhor desenvolvimento econômico para a empresa, o subordinado direciona sua energia na rotina de trabalho, causando exaustão. De acordo com a International Stress Management Association (ISMA), essa síndrome se trata de uma certa competitividade no mercado de trabalho para ser mais eficiente a empresa, levando a uma autocobrança. De modo geral esse tipo de excesso de trabalho se mostra nocivo para os colaboradores, visto que pode gerar diversos sintomas através da síndrome de burnout, como dor de cabeça, insônia, cansaço físico ou mental e até depressão.

Segundamente, a partir do ano de 2020 iniciou-se uma pandemia do Coronavírus, a qual teve uma boa influência para o desenvolvimento intensivo da síndrome de Burnout em mais empregados, os quais tiveram de se adaptar ao novo cenário mundial de distanciamento e de trabalhos remotos , que permitiram um maior avanço do trabalho em excesso, problema é enfrentado pelas empresas. Consoante a dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelou que 47,3% dos trabalhadores têm sintomas de ansiedade e depressão durante a pandemia, no Brasil e na Espanha. Logo, mostra-se imprescindível que haja uma atenção dobrada das empresas de forma a não permitir que os funcionários se prejudiquem com excesso de trabalho.

E sintetizar dos dados necessários, é possível completar que se faz necessário por parte das empresas e das mídias sociais, promover campanhas de conscientização sobre a síndrome de burnout, além de uma atenção da empresa quanto a autocobrança dos empregados, por meio de semanas préviamente organizadas para tratar desse assunto, junto a palestras e divulgações para conscientizar os trabalhadores. Com isso, espera-se que ocorra uma melhoria no âmbito do mercado de trabalho em relação à saúde física e mental dos trabalhadores.