Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 17/09/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com enfâse na prática quando se observa os danos relacionados à Síndrome de Burnout, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise do fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, é fundamental apontar o “home office” como grande causador dessa síndrome no Brasil. Segundo dados do site “G1”, a mudança do local de trabalho gerou cargas horárias disfarçadamente maiores, já que o profissional termina seu expediente e contínua realizando suas tarefas e recebendo ordens por aplicativos de mensagens. Diante de tal exposto, é indubitável que o Estado crie regulamentações relacionadas à jornada de trabalho, principalmente quando a mesma é feita a distância.
Em uma segunda análise, deve-se destacar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de assistência médica voltada á pessoas portadoras desse distúrbio. Nesse sentido, é nítido que a população afetada precisa de apoio, principalmente por conta do atual momento vivido pela sociedade. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre a função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que é evidente no país.
Em virtude dos fatos apresentados, é mister que o Governo Federal crie normas específicas sobre a jornada de trabalho no “home office”, além de prestar apoio à cidadãos que estejam acometidos com o esgotamento profissional, por meio de programas e investimentos na área da saúde, de modo que o trabalhador se sinta acolhido e preparado para enfrentar diariamente sua rotina, de forma segura. Todas essas medidas devem ser tomadas em prol de uma sociedade psicologicamente saudável e estável.