Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional

Enviada em 14/09/2021

No ano de 1936, Charles Chaplin interpreta um operário em uma linha de montagem no filme “Tempos Modernos”, onde mostra sua trama de rotina exaustiva em seu trabalho. Por ter uma carga horaria muito intensa, seu psicológico é totalmente afetado. Não obstante de ser uma ficção, tal obra traz uma perspectiva sobre o esgotamento físico e mental, uma das doenças que pode se acarretada por causa desta problemática é uma Síndrome de Burnout. Um dos portadores desta síndrome são os trabalhadores da saúde como também os outros trabalhadores das empresas.

A priori, um estudo realizado pelo PEBMED (portal de saúde), publicado em novembro de 2020, revela que 78% dos profissionais de saúde tiveram sinais de Síndrome de Burnout no período da pandemia. A prevalência de 79% entre médicos, 74% entre técnicos de enfermagem e 64% entre técnicos de enfermagem. A síndrome é caracterizada por hipóteses em que a tensão e o estresse provocados pelas condições de trabalho são tão grandes que levam a pessoa ao esgotamento profissional. Segundo Sheilla Andrade de Queiroz, a psicóloga da Clínica Maia, os profissionais da área da saúde já estão no grupo mais vulnerável em relação à saúde mental, devido ao esgotamento que a profissão exige, e também por conta do medo frequente trazido pela transmissão em massa do novo Coronavírus: a preocupação constante do profissional de também adoecer.

Além disso, é importante investigar o porquê do excesso de trabalho nas empresas. Um dos fatores que explica isso é uma conduta abusiva das empresas, com o estabelecimento de metas inatingíveis e pressões para que os funcionários conforme alcance. Segundo uma pesquisa realizada pela Qualintin, 21% dos gestores entrevistados acreditam que como metas que estabelecem não são alcançáveis. No entanto essa estratégia tem um resultado paradoxal, devido à pressão os funcionários tem momentos de desorganização, desatenção e desânimo no trabalho, o que está no seu rendimento e gera prejuízos para a empresa.

Portanto, com o intuito de reverter esse cenário problemático cabe ao Ministério da Economia, ligado à secretaria do trabalho, em ajuda com o departamento de Recursos Humanos, fiscalizar as empresas, através de denúncias anônimas feitas na intranet da organizações e visitas mensais de fiscais enviados pelo ministério, com a de evitar cargas horárias abusivas e abusos verbais por parte dos gestores. É necessário também que os o ministério da saúde junto com os donos de hospitais dê mais tempo de descanso para os médicos e contratar mais especialistas em diversas áreas. Ademais, cabe as empresas implementar um projeto de ação em saúde, onde semanalmente haverá na planta psicólogos, massagistas, instrutores físicos e palestras sobre os riscos do sobre trabalho.