Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 16/09/2021
O cientista Isaac Newton declara que são construídos muitos muros e poucas pontes.Tal afirmação pode ser aplicada ao comportamento social em relação ao esgotamento dos profissionais inseridos no mercado de trabalho, já que o impacto negativo na saúde dos mesmos é tido como um empecilho para a sua qualidade de vida e não são tomadas medidas para a sua amenização. Assim, a sua origem está no fato de que o descanso não é suficientemente valorizado pelo mercado de trabalho, o que é um fator prejudicial para os trabalhadores. Desse modo, o requerimento constante por produtividade e a ineficiência do trabalhador exausto para a empresa são agravantes para a situação supradita.
Em primeiro plano, a exigência do mercado de trabalho está cada vez maior. Por conseguinte, pode-se citar como exemplo o período da Primeira Revolução Industrial, em que, devido à carga horária exaustiva, não eram raros os empregados que trabalhavam mesmo estando cansados e com diversos problemas de saúde a fim de manterem a si mesmos e às suas famílias. Esse contexto se assemelha à contemporaneidade pela cobrança excessiva dos profissionais sem levar em consideração a necessidade de tempo livre e suas vidas pessoais. Logo, isso acarreta no aumento de problemas de saúde físicos e mentais, afetando o IDH do país negativamente.
Por consequência, o cansaço compromete a eficiência da pessoa para a empresa em que exerce seu trabalho. O livro de Carina Rissi, No mundo da Luna, retrata a insatisfação da protagonista com seu local de trabalho e com seu chefe, que sempre a desmotiva. Essa mesma situação se repete em diversas empresas, tornando mais desgastante a carga horária dos trabalhadores, que passam a ser menos eficientes do que se fossem constantemente motivados. Logo, as taxas de desemprego aumentam devido à má qualidade do serviço prestado por esses profissionais, sendo essa uma das causas da pobreza e da miséria.
Em suma, o mundo do trabalho é um dos maiores vilões da saúde mental. Portanto, cabe ao Governo Federal, em conjunto com o Ministério do Trabalho, proporcionar momentos de lazer e/ou descanso — pelo menos quatro vezes ao dia, em intervalos de vinte minutos — por meio da inserção na rotina da empresa práticas como meditação e ginástica laboral, a fim de garantir aos trabalhadores mais satisfação, tornando-os assim mais produtivos.