Síndrome de Burnout: o esgotamento físico e mental ligado à vida profissional
Enviada em 16/09/2021
O filme “Tempos Modernos”, aborda a rotina de um trabalhador durante a Revolução Industrial. O protagonista, interpretado por Charlie Chaplin, é empregado de uma fábrica que produz com base na linha de montagem e, por isso, ele despende horas na mesma posição, repetindo os mesmos movimentos e sendo pressionado por seu patrão. Isso, até que o personagem entra em um estado de esgotamento físico e mental por não conseguir se desconectar daquelas tarefas. Esse esgotamento (chamado de Síndrome de Burnout) ainda acontece devido não só ao contexto histórico do trabalho, como também à falta de empatia por parte dos empregadores em relação aos seus funcionários.
Em virtude do advento da Primeira Revolução Industrial, os trabalhadores assalariados passaram a serem vistos apenas como instrumentos para que a produção em massa fosse efetivada. Além disso, eles exerciam suas funções sob condições precárias e insalubres. Também eram, constantemente, oprimidos por seus chefes que, com rigidez, monitoravam seus horários e seus progressos. Nesse contexto, o indivíduo interpretado por Chaplin, começa a se desapontar consigo mesmo por não conseguir suprir todas as demandas, e desenvolve transtornos mentais. Apesar de que hoje os trabalhadores possuem seus direitos assegurados pela legislação, muitos desenvolvem a Síndrome de Burnout devido às pressões do ambiente de trabalho e à competitividade do sistema capitalista.
Todavia, essa síndrome poderia ser evitada se os donos das empresas estimulassem a criação de um local de trabalho empático. Segundo o relatório “Empathy Monitor”, de 2017, 77% dos funcionários estariam propensos a trabalhar mais horas para um local de trabalho mais empático e 92% dos profissionais de RH compreendem que um local de trabalho empático é um fator importante para a retenção de funcionários. Em outras palavras, a instauração da empatia na relação entre empregador e empregados garantem não só benefícios para a saúde do corpo e da mente dos empregados, como também gera neles um senso de lealdade, maior engajamento e maior produtividade; afirmando, assim, benefícios para ambos os lados dessa relação.
Tendo em vista os fatos apresentados, é premente que as empresas tomem medidas visando evitar a Síndrome de Burnout em seus ambientes de trabalho. Os responsáveis pela gestão das empresas, devem além de estabelecer metas para seus funcionários, recompensá-los quando essas foram alcançadas; através de uma quantia extra nos salários ou de uma refeição especial. Ademais, os donos das empresas devem instituir “salas de descanso” onde os colaboradores possam se retirar alguns minutos para se desconectarem de seus afazeres. Só assim, a fadiga mental e física associada à vida profissional retratada no longa-metragem “Tempos Modernos” deixará de acontecer.